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Mídia e sexualidade
Página publicada em: 5/9/2008
Dr. Ageu Lisboa
Como diferentes faixas de pessoas processam a massa de estímulos e versões sexuais onipresentes no espaço público e pelos meios eletrônicos. Inocência e perversão.

PESSOA: indivíduo humano singular, único, irrepetível, imagem e semelhança divina, sujeito de direitos, portador de identidade inviolável.
Idealmente: nascido da junção amorosa-sexual de homem e mulher, símbolo da mais íntima comunicação inter-humana e partilhando um contrato de mutualidade.
Realisticamente: fruto de acasalamento macho-fêmea, conhecidos ou não, sob algum tipo de acordo mútuo ou não.
Idealmente: socializado desde o nascimento pela família, lugar dos primeiros estímulos da cultura de um grupo social. Ser humano é ser-com-os-outros-no-mundo.
Realisticamente: nem sempre criado por pais naturais ou adotivos conjuntamente, muitas vezes cresce sob precárias ambientes humanos e físicos.
MÍDIA: de médium, media - meios de comunicação inter-humana e /ou social.
Faz uso da materialidade de objetos, máquinas e qualquer dispositivo para veicular mensagens, entendidas como bens culturais e simbólicos: informações, imagens, idéias,
através de estímulos visuais, auditivos, táteis, sensoriais, que cheguem a pessoas, grupos, comunidades, cidades, paises e todo o mundo, captadas de modo consciente e/ou inconsciente. Inscrita no cérebro – engramas – inscrição psíquica, carne e sangue, passa a integrar seu repertório comportamental.
Em nossa atualidade, mídia se refere especialmente a complexos empresariais com utilização de diferentes profissionais, que atuam fragmentariamente sendo direcionados pelos editores a serviço da filosofia dos Donos da mídia: acionistas – poder financeiro, grupos políticos, religiosos, lobbyes de toda espécie.
Admirável Mundo Novo e Matrix: materia-espírito, poder, manipulação.
Babel como matriz da tentação totalitária. Hitler, Stálin, Mao Tse Tung,… Mamom. Fundamentalismo econômico (mercado), religioso, filosófico, científico, secularista.
Técnicas sempre em aperfeiçoamento, cada vez mais potentes e assemelhadas ao cérebro e corpo humano. Interação indivíduo-máquina cada vez mais próxima através de conexões neurônio-chip. Nanotecnologia construindo homem/mulher do futuro. Próteses, bancos de órgãos artificiais.
Futuro não-biológico, presente com reprodução não-sexuada.
Desaparecimento do afeto e do humano? Ou outro tipo de pessoa humana?
Sexualidade: instinto, cultura e espírito.
Pulsões e diversidade sexual. Quase-determinismo.
Condicionamentos sociais: história, ambiente, tempo, valores, tabus.
Transcendência e liberdade: autodeterminação. O sopro de Deus.
Como diferentes faixas de pessoas processam a massa de estímulos e versões sexuais onipresentes no espaço público e pelos meios eletrônicos. Inocência e perversão.
Resistir é preciso.
Senso de autodefesa. Pele psíquica e resiliência – capacitação e preservação da dignidade, da identidade e autonomia pessoal. Proteção dos descapacitados. Educação e formação crítica e crística.
No campo social, Democracia laica.
Uma senha e identidade inviolável: Apocalipse 2:17.
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe”.
O que quero alimentar/fortalecer em mim? Críticos e Crísticos.
As Escrituras orientam-nos a resistir à carne e ao diabo, deixar o pecado. Não diz que o diabo deixará de nos enganar, nem que a carne deixará de nos tentar.
Realismo bíblico: não há vitória sem desejo e sem luta.
Buscaremos atalhos e desvios ou iremos decididamente caminhar rumo a Terra prometida?

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