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Tudo até aqui…

Nenhum comentário » quarta-feira, 1 de julho de 2009

“Tudo até aqui” é o canal onde você poderá saber de tudo o que rolou no Usina 21 até este ano de 2009.

Aguarde, pois nossos usineiros estão trabalhando pra isso acontecer.

Pra quem tem um parafuso a mais

3 Comentários » quarta-feira, 1 de julho de 2009

Post de estréia aqui no novíssimo site do Usina 21! – Pra quem não sabe, as engrenagens do Usina já começaram a se movimentar: as reuniões do Grupo de Trabalho (GT) do encontro estão a todo o vapor, discutindo o evento desse ano.

reuniao_gtNa quinta-feira, 18 de junho, representantes de movimentos de juventude, líderes de jovens de diversas denominações evangélicas, estudantes, ongueiros e afins reuniram-se na Sala Tiradentes, 8º andar da Câmara Municipal de São Paulo, para trocar idéias sobre alguns dos que poderão ser os temas da próxima edição, em outubro, no Mackenzie.

O vereador Carlos Bezerra Jr., principal idealizador do Usina, também participou das discussões. O parlamentar contou como surgiu a idéia de criar o evento, em 2002, para diminuir as distâncias entre a juventude cristã e o engajamento social (se quiser, conheça mais dessa história na seção “Evento”), e citou as experiências nos Usinas anteriores.

Depois da introdução, foram os usineiros que tiveram a palavra. Cada um falou um pouco do que é o Usina. Um espaço para debates, para provocar novas atitudes nos jovens evangélicos, um encontro de pluralidade, de liberdade, de inclusão, um lugar em que se pode discutir o que não se fala dentro das quatro paredes das igrejas – foram alguns dos predicados apontados.

Na sequência, os participantes sugeriram temas para a próxima edição do encontro. Crise econômica, empreendedorismo social juvenil (e como isso pode funcionar na igreja), mapa de juventude (estudo que mostra as principais necessidades dos jovens em cada região da cidade), trabalho e desemprego, meio ambiente (que despertou uma discussão “calorosa”), política, comunicação, universidade, metas e objetivos dos jovens, e modernidade.

O próximo encontro do GT está marcado para o dia 2 de julho, no mesmo local, às 20h (sem atrasos!). Pra participar, não precisa ser líder de jovem, estudante, intelectual, crente o qualquer coisa do tipo, basta ter um parafusinho a mais e acreditar na transformação social de seu bairro, cidade ou coisa assim, ok? Se for o seu caso, você pode já ser um usineiro (mesmo sem saber)! Então, o convite está mais que feito! Anote o endereço: Vd. Jacareí, n° 100, Bela Vista – Câmara Municipal de São Paulo, 8º andar, Sala Tiradentes.

Usina 21 | s. f.

2 Comentários » quarta-feira, 1 de julho de 2009

É sempre assim, quem organiza o Usina, que passa um tempão cuidando do evento, tem muito mais olhos pras qualidades do que pros eventuais “probleminhas”, digamos assim, que o evento possa ter. É meio aquela coisa da mãe falando do filho caçula, sabe? Enfim, pra apresentar o evento e não corrermos o risco de exagerar nos elogios, chamamos três usineiros sortidos, que vão responder algumas perguntas sobre o encontro, falando o que vier à cabeça.

André Belo, 23, é líder regional de jovens da igreja O Brasil Para Cristo de Ferraz de Vasconcelos. Trabalha em banco, é formado em gestão de marketing e faz pós em liderança corporativa. Esse vai ser seu segundo Usina. Camila de Rezende é ongueira. Ela é voluntária da ong Makanudos de Javé. Apesar de complicado, o nome é lembrado rapidinho por um tanto de crianças das escolas municipais que ouvem as palestras de prevenção ao abuso sexual ministradas pela organização cristã. Camila tem 20 anos, estuda publicidade e é usiniera de primeira viagem. Já Flávio Pinheiro é usineiro veterano: participou de todas as edições, desde 2002. Ele tem 28 anos, é professor de história e filosofia de rede pública estadual de ensino e vem da Presbiteriana do Brasil. São eles que respondem à entrevista abaixo.

Usineiros

Usina, pra você, é…
ANDRÉ – Uma chance de explorar aquilo que eu não havia explorado. É uma oportunidade pra enxergar que a Igreja “corpo” precisa estar fora da igreja “templo”.
CAMILA – Um lugar onde jovens cristãos podem saber o que está acontecendo na sociedade, e perceber como se organizar e que atitude tomar para transformar a sociedade em que a gente vive.
FLÁVIO – O espaço da diversidade evangélica de São Paulo.

Como conheceu o evento?
ANDRÉ – O líder de jovens de minha igreja foi convidado pra edição do ano passado, mas não pôde ir. Eu e mais um amigo fomos para representá-lo e acabamos nos identificando muito com a proposta.
CAMILA – Já tinha ouvido na faculdade, mas conheci melhor o encontro no contato com o gabinete do vereador Carlos Bezerra Jr.
FLÁVIO – Foi um amigo do trabalho que me falou do evento. O curioso, é que, no fim, eu acabei indo e ele não.

Qual a principal qualidade do evento?
ANDRÉ – No Usina, a gente dá de cara com algumas realidades que fingimos que não existem na igreja.
CAMILA – A diversidade de temas. Tem assuntos pra todos os gostos e opções.
FLÁVIO – Ele estimula nossa formação crítica, o que só é possível quando temos acesso a novos e diferentes conhecimentos.

E um defeito?
ANDRÉ – Acho que poderíamos melhorar a nossa política com os voluntários, pra que ninguém se sinta preterido ou mal aproveitado.
CAMILA – Acho que poderia ser mais divulgado.
FLÁVIO – Já que a gente estimula a diversidade, o underground e tal, acho que a gente tem que abrir espaço também aos tradicionalistas.

O que espera da próxima edição?
ANDRÉ – Que seja muito mais abrangente, envolvendo classes diferentes, lugares diferentes, e que possa trazer impacto pra uma geração que assiste a tudo meio que anestesiada. Espero que esse Usina tire muita gente do lugar.
CAMILA – Novos temas, com diferentes visões e que seja um evento “de jovem pra jovem”.
FLÁVIO – Que seja exatamente como as outras, mas que alcance mais gente ainda.***

PS: Quem quiser aproveitar o espaço dos comentários para responder a essas perguntas, à vontade.

Diversidade cultural marca 6ª edição do Usina 21

Nenhum comentário » domingo, 14 de setembro de 2008

Miguel Antunes

“Todas as tribos por uma sociedade diferente”. Quem leu esses dizeres nos cartazes, logo abaixo do tema principal da 6ª edição do Usina 21 – Resgatando a Subversão Cristã –, não imaginava que o evento deste sábado, 13/9, pudesse reunir tamanha pluralidade de estilos e formas de expressão. O subtítulo foi levado ao pé da letra pela organização do evento: logo na abertura, no recém-reformado auditório Ruy Barbosa, na Universidade Mackenzie, os usineiros assistiram a apresentações que foram de música pop cristã a canções genuinamente brasileiras, passando por espetáculo de percussão corporal e pelo testemunho de uma missionária entre a população ribeirinha da bacia amazônica.

 O cantor Silvera, originário do quarteto black FLG, deu as boas-vindas aos participantes, e, sem perder o pique, abriu espaço a Roberto Diamanso, uma espécie de “cantador” de Jesus, com direito a viola nordestina, que trouxe um repertório pra lá de regional. Não sem antes dar lugar para que turma do JV na Estrada divertisse os usineiros, o vereador Carlos Bezerra Jr., principal idealizador do Usina, saudou os participantes e anunciou a preletora da edição.

 Márcia Suzuki, missionária que leva o Evangelho a tribos indígenas na Amazônia, trouxe reflexão acerca do papel do cristianismo na sociedade. Com discurso contundente, pontuado por relatos de suas experiências com os índios, a carioca que hoje passa mais tempo nas “malocas”, nome dados aos agrupamentos indígenas, do que em sua própria casa falou sobre a importância da prática de um Evangelho integral e genuíno. “A fé verdadeira, aquela que Deus espera de nós, é a que estende a mão ao órfão, aos excluídos, e não se conforma com o mundo”, afirmou Márcia. A missionária apresentou também um vídeo produzido para ilustrar o infanticídio, traço cultural das tribos da região que faz com matem as crianças indesejadas, e pediu orações por aquela população.

 Tudo isso era apenas o começo das variedades que o Usina deste ano ainda reservava. Às tradicionais vinte oficinas da manhã foram somadas mais dez palestras, aumentando ainda mais as opções dos usineiros, que já começavam a ficar indecisos diante das possibilidades. “Tem tanta coisa boa que a gente demora a decidir de qual participar”, assumiu Gabriele Cristina Lima, 19, estudante de Relações Públicas, freqüentadora do evento há quatro anos.

 “Teatro e expressão corporal”, com o ator Kaio Pezzutti; “Sexo e chocolate”; dos psicólogos Alex Rocha e Joyce Martins; “Mídia gospel e gospel na mídia”, apresentada pela jornalista Heleine Heringer; “Participação em causas sociais”, ministrada pela assistente social Silvia Kivitz e outras tantas foram oferecidas aos participantes do encontro.

 Logo após o almoço, os arredores do auditório Ruy Barbosa receberam manifestações artísticas de grafiteiros e músicos. Eles aproveitaram o espaço para mostrar seu trabalho aos usineiros, pouco antes das outras 30 oficinas da tarde, que trouxeram novos assuntos, variando de tribos urbanas e células-tronco a cinema e hip hop.

 Carlos Bezerra Jr. também deu palestra no período. Sob o tema “O chamado profético do jovem em favor dos que não tem favor”, o parlamentar falou sobre participação política de acordo com uma perspectiva cristã.

 Para encerrar a edição, os usineiros receberam calorosamente o Raiz Coral, banda que é uma das principais representantes da soul music evangélica do Brasil. Das 18h às 19h, o grupo não deixou ninguém ficar parado e promoveu uma verdadeira festa no final do Usina 21.

 Palestrantes e usineiros elogiam tema e evento

A 6ª edição do Usina 21 – Jovens, Idéias e Transformação Social foi bem avaliada pelos participantes e preletores. Levi Correa de Araújo, pastor e presidente estadual da Aliança Evangélica Brasileira (AEVB), que ministrou oficina sobre política social, chamou atenção para a importância da proposta do encontro. “O Usina é um oásis para o coração esperançoso da gente. E o tema desse ano é fantástico. Até porque, para mim, não é possível que haja qualquer tipo de mudança na sociedade, nas instituições, se não for pela subversão. Tem de ser underground mesmo, tem de ser uma revolução cidadã. Nós temos a obrigação de sinalizar o Reino de Deus, de apresentar essa subversão cristã”, ressaltou Levi. “Se não o único, é um dos poucos eventos da Igreja evangélica contemporânea que realmente tem sentido, tem significado e aponta para alguma coisa boa”, completou o pastor.

 “Esse é um lugar que abre espaço para a expressão de um cristianismo criativo, que traz a essa galera novidades muito saudáveis. E que também estimula o pensamento sobre coisas que vão além daquelas que a gente pode tratar na igreja”, elogiou Jota Mossad, palestrante do evento e um dos criadores do movimento SexxxChurch, que luta contra o tabu da sexualidade na Igreja.

 “Saímos daqui com uma postura nova, mais consciente. Prontos para mostrar por meio do nosso modo de vida uma alternativa para essa cidade”, destacou o usineiro de primeira viagem Fernando Bom Campo, 22, especialista em tecnologia da informação.

 A opinião de Fernando foi reforçada até por quem normalmente não faz parte do público do evento. Eliane Munhoz pode ser considerada a usineira mais “antiga” da edição. Ela tem 61 anos e disse ter hesitado em ir ao evento por causa da faixa etária dos participantes, predominantemente jovem. “Eu fiquei com um pouco de vergonha, mas decidi vir e estou adorando. Tive pique para assistir oficinas de manhã e à tarde e ficar até o fim do show do Raiz Coral”, comemorou, dando mais uma mostra da pluralidade do evento.

Ator de “Carandiru” e Antunes Filho conta sobre sua oficina no Usina

Nenhum comentário » sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Usina 21

Kaio converteu-se em 2001, é formado pela Escola de Artes Dramáticas da ECA – USP, já atou em longas como “Dois Córregos”, do diretor Carlos Reichenbach, e “Carandiru”, de Hector Babenco; é ator do Centro de Pesquisa Teatral (CPT) de Antunes Filho – consagrado diretor de teatro –, e, há dois anos, é diretor artístico do Projeto Mateus, uma iniciativa da Igreja Batista Memorial para levar o Evangelho aos não-cristãos por meio musicais.
“As peças que apresentamos não são voltadas para evangélicos; alguns dos atores que participam conosco do projeto são contratados, atuam no meio secular, inclusive um deles converteu-se recentemente”, comenta o ator, ressaltando que, nos dias de apresentação dos espetáculos teatrais, não é permitida a entrada dos membros da igreja.
Além da importância da evangelização na Igreja e da utilização do teatro para a conversão de não-cristãos, Kaio também discorrerá sobre o perigo da auto-idolatria no âmbito artístico. Para ele, toda forma de arte leva à exaltação do artista, que pode transferir essa exaltação a Deus ou tomá-la para si mesmo.
Porém, no teatro, o enaltecimento recaí intensamente sobre o ator. “Em todas as maneiras de expressão artísticas há, pelo menos, dois elementos em foco: o músico e o instrumento, o pintor e a tela, o escritor e o papel etc. Nas artes cênicas, no entanto, há apenas um elemento, o homem.”
O perfil de usineiros que Kaio disse esperar em sua oficina é de “pessoas inquietas, que saibam dar testemunho de Cristo mesmo sob pressão”. Ele ainda ressalta que sua preleção não será direcionada exclusivamente para aqueles ligados a atividades artísticas.

Mídia e sexualidade

Nenhum comentário » sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Dr. Ageu Lisboa

PESSOA: indivíduo humano singular, único, irrepetível, imagem e semelhança divina, sujeito de direitos, portador de identidade inviolável.
Idealmente: nascido da junção amorosa-sexual de homem e mulher, símbolo da mais íntima comunicação inter-humana e partilhando um contrato de mutualidade.
Realisticamente: fruto de acasalamento macho-fêmea, conhecidos ou não, sob algum tipo de acordo mútuo ou não.
Idealmente: socializado desde o nascimento pela família, lugar dos primeiros estímulos da cultura de um grupo social. Ser humano é ser-com-os-outros-no-mundo.
Realisticamente: nem sempre criado por pais naturais ou adotivos conjuntamente, muitas vezes cresce sob precárias ambientes humanos e físicos.
MÍDIA: de médium, media – meios de comunicação inter-humana e /ou social.
Faz uso da materialidade de objetos, máquinas e qualquer dispositivo para veicular mensagens, entendidas como bens culturais e simbólicos: informações, imagens, idéias,
através de estímulos visuais, auditivos, táteis, sensoriais, que cheguem a pessoas, grupos, comunidades, cidades, paises e todo o mundo, captadas de modo consciente e/ou inconsciente. Inscrita no cérebro – engramas – inscrição psíquica, carne e sangue, passa a integrar seu repertório comportamental.
Em nossa atualidade, mídia se refere especialmente a complexos empresariais com utilização de diferentes profissionais, que atuam fragmentariamente sendo direcionados pelos editores a serviço da filosofia dos Donos da mídia: acionistas – poder financeiro, grupos políticos, religiosos, lobbyes de toda espécie.
Admirável Mundo Novo e Matrix: materia-espírito, poder, manipulação.
Babel como matriz da tentação totalitária. Hitler, Stálin, Mao Tse Tung,… Mamom. Fundamentalismo econômico (mercado), religioso, filosófico, científico, secularista.
Técnicas sempre em aperfeiçoamento, cada vez mais potentes e assemelhadas ao cérebro e corpo humano. Interação indivíduo-máquina cada vez mais próxima através de conexões neurônio-chip. Nanotecnologia construindo homem/mulher do futuro. Próteses, bancos de órgãos artificiais.
Futuro não-biológico, presente com reprodução não-sexuada.
Desaparecimento do afeto e do humano? Ou outro tipo de pessoa humana?
Sexualidade: instinto, cultura e espírito.
Pulsões e diversidade sexual. Quase-determinismo.
Condicionamentos sociais: história, ambiente, tempo, valores, tabus.
Transcendência e liberdade: autodeterminação. O sopro de Deus.
Como diferentes faixas de pessoas processam a massa de estímulos e versões sexuais onipresentes no espaço público e pelos meios eletrônicos. Inocência e perversão.
Resistir é preciso.
Senso de autodefesa. Pele psíquica e resiliência – capacitação e preservação da dignidade, da identidade e autonomia pessoal. Proteção dos descapacitados. Educação e formação crítica e crística.
No campo social, Democracia laica.
Uma senha e identidade inviolável: Apocalipse 2:17.
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe”.
O que quero alimentar/fortalecer em mim? Críticos e Crísticos.
As Escrituras orientam-nos a resistir à carne e ao diabo, deixar o pecado. Não diz que o diabo deixará de nos enganar, nem que a carne deixará de nos tentar.
Realismo bíblico: não há vitória sem desejo e sem luta.
Buscaremos atalhos e desvios ou iremos decididamente caminhar rumo a Terra prometida?

Veja como foi a Mesa Redonda com o Portal da Juventude Paulista.

Nenhum comentário » sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Coordenadoria Estadual de Juventude

A Coordenadoria Estadual de Juventude realizou na quarta-feira sua primeira Mesa Redonda com o Portal da Juventude Paulista. O objetivo foi reunir gestores de juventude e os próprios jovens para que eles pudessem visitar o site e, em seguida, dar suas opiniões e sugestões sobre como tornar o Portal ainda melhor. Na mesma ocasião, o Conselho Nacional de Juventude apresentou, à coordenadora Mariana Montoro Jens e demais gestores presentes, o Pacto Pela Juventude.

O evento aconteceu no Centro Cultural de Juventude, da Prefeitura de São Paulo, que fica na zona norte da Capital. Dezenas de pessoas estiveram presentes, entre líderes comunitários, membros de conselhos de juventude e jovens de todas as idades. Um deles era Márcio Uno, de 22 anos. “Gostei do Portal”, disse ele logo após navegar pelas páginas do site por vários minutos. Depois, ele aproveitou para registrar sua impressão. “Dei uma dica para o Divirta-se, que deveria dar roteiro de visitação de parques, museus, espetáculos.” Dica anotada, Márcio!

O líder comunitário Gilson Rodrigues, de 24 anos, também aprovou o Portal da Juventude Paulista. “Facilita o canal de comunicação da juventude com as secretarias”, explicou ele, que é membro do Conselho Nacional de Juventude, do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB) e presidente União dos Moradores de Paraisópolis.

“Deveriam divulgar mais o Portal e sugerir mudanças em ações e projetos, para que eles mudem a realidade social destes jovens mais carentes.”

Já Edvaldo Felisberto dos Santos, o Ed, afirmou não ter sugestões. “Achei muito bacana o Portal, tem bastante conteúdo. Acho que está bom, não precisa mudar nada”, disse o instrutor de skate de 29 anos. Acrízio do Nascimento, 28, aproveitou para elogiar o visual colorido do Portal.

Mantendo as conferências de juventude vivas

São Paulo se tornou, no dia 20 de agosto, o primeiro Estado do Brasil a aderir ao Pacto Pela Juventude, uma iniciativa do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) de manter as 22 propostas da I Conferência Nacional de Políticas Públicas, além das outras demandas regionais e estaduais, na pauta do poder público pelo País.

Segundo a vice-presidente do Conjuve, Maria Virgínia de Freitas, a Magi, o Pacto será implementado por meio de um conjunto de ações e compromissos dos governos municipais, estaduais e federal. Ela também reforça a importância de todos os municípios terem um órgão dedicado exclusivamente à juventude, seja ele uma coordenadoria, secretaria ou assessoria. “Elas devem ter as articulações necessárias para fazer com que os representantes do poder público reconheçam as demandas da juventude”, explica.

Também presente no evento, o Secretário Nacional de Juventude Beto Cury explicou que as prioridades eleitas no evento nacional do ciclo de conferências de juventude devem ser utilizadas para aprofundar o debate sobre os temas que interessam aos e às jovens de hoje. “Não pode entender as propostas como uma imposição da Conferência.”

A Coordenadora Estadual de Juventude Mariana Montoro Jens conta que o Estado de São Paulo já vem cumprindo, na prática, com a tarefa de ampliação dos debates e fortalecimento da demanda juvenil, por meio da criação de cada vez mais conselhos, coordenadorias e secretarias em diversos municípios paulistas, além do apoio a eventos sugeridos e organizados pela própria juventude. “Conseguimos apoiar um evento que nos deixou muito orgulhosas, que foi o I Encontro Nacional de Jovens Surdos, além do Fórum Nacional da Juventude Negra”, exemplificou ela. Mariana também citou o Portal da Juventude Paulista como uma ferramenta para amplificar as vozes dos jovens pelo Estado sobre o que estão fazendo em suas comunidades. Entre os destaques do mês estão jovens que realizaram o I Fórum da Juventude de Sertãozinho (na Região Administrativa de Ribeirão Preto) e a possa da nova diretoria do Parlamento Jovem de Osvaldo Cruz (Região de Presidente Prudente).

O Chamado Profético na Política

3 Comentários » quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Carlos Bezerra Jr.

O assunto me mobiliza. Talvez seja o discurso da minha vida. Mas pudera, não é? Encontrar o propósito de Deus em nosso cotidiano é a tarefa principal de cada ser humano. No dia-a-dia do médico, absorto no sofrimento dos seus pacientes, é fácil. No da assistente social e seus desvalidos, no do advogado e os injustiçados da vida, no do empresário que sustenta tantas famílias com seu negócio. Bom, mas meu cotidiano é a política, e daí? Pois me arrisco a dizer, e explicarei nas próximas linhas, que não existe vocação mais santa do que a vida pública. Pelo menos era o que dizia Calvino.

      Primeiramente, gostaria de analisar a aversão que se formou na igreja quanto à política. A ascensão dos evangélicos no cenário nacional levou à inexorável eleição de representantes. Assim mesmo é que deve ser: todo e qualquer grupo social tem de se fazer representado no Congresso. Porém, desde aquela época, o pensamento corrente era o menos correto: temos de ocupar o parlamento para defender os interesses da Igreja, ou, pior, da nossa denominação! O fim disso, como se viu, foi devastador: não houve um grande escândalo nacional ou local que não tivesse um evangélico envolvido. Que desolação!

      Entre todas as explicações plausíveis, passamos a pensar que a política é algo sujo mesmo, a serviço de satanás, que não havia jeito. Mas na verdade isso é um engano. Imagino que o povo de Deus no deserto também chegou a pensar que aquela aridez era infinita e que a Terra Prometida era uma ilusão qualquer, quando, de fato, ela existia. E qual seria a promessa para a política, então? Ora, para o que ela foi criada: promover a Justiça entre todos os cidadãos. Sim, é a arte da negociação, mas numa visão bem republicana, com a qual conduzimos a política hoje, é o cuidar bem da “res” pública, e na visão democrata, cuidar de forma que a vontade da maioria prevaleça.

      E o que é a justiça? É dar a cada um o que é seu, dizia Tomás de Aquino. É justo que um estudante de classe média, que sempre estudou em bons colégios, dispute o vestibular da USP em pé de igualdade com rapaz pobre da periferia que estudou em escolas públicas depredadas? Sem dúvida, não é. No Brasil, a pobreza tem cor: é negra. Por isso, a política vem discutindo as cotas como forma de compensar a injustiça no acesso à universidade. Você pode discordar delas, mas, enfim, é pelo menos uma tentativa.

      Quando passei a me debruçar sobre a questão do abuso e da violência sexual contra crianças, fui questionado sobre o porquê de me dedicar tão severamente a um tema. Havia várias respostas na ponta da língua. Chega a ser óbvio lutar para impedir tamanha barbaridade, mas não pensei duas vezes antes de responder: por causa da injustiça. Imagine construir uma sociedade sobre as marcas do abuso? “A injustiça em qualquer parte é uma ameaça à justiça em toda parte”, dizia Martin Luther King, que lutou pela igualdade racial nos Estados Unidos e que, coincidência, vai… era pastor batista. Somos, nós todos cristãos, os bem-aventurados dessa sociedade que têm sede e fome de justiça.

      Mas ao elegermos tantos cristãos no passado, não estávamos preocupados com “o mundo”, com a justiça, com os que sofrem, estávamos, isso sim, atentos ao nosso próprio umbigo: como disse, queríamos pessoas que defendessem a igreja no Congresso, estavam muitos dos líderes ocupados com a formação de seus impérios. Pode uma fonte dar água limpa e suja ao mesmo tempo?, questionou o Mestre certa feita. Da mesma forma, enviar à política pessoas imbuídas do propósito de apenas proteger as denominações resultou na formação de um típico homem público evangélico: o despachante de igreja. Como ousamos questionar quem se elege para defender seus próprios interesses quando elegemos muitos para defender os nossos? Ora, quem protege a igreja de Cristo é o Dono dela!

      Estamos, nós, cristãos, em qualquer lugar, prontos para servir. Há verdadeiramente uma maneira de atuar de forma profética na política e somos chamados com urgência para isso. A sociedade anseia por soluções onde o debate sobre o futuro é travado, ou seja, na política. Injustiça social, miséria, aquecimento global, desmatamento, meu Deus, são tantas as questões! Que adianta engordarmos espiritualmente dentro de nossas comunidades se os frutos que damos não chegam a quem tem fome? No passado, os profetas de Deus eram aqueles que diagnosticavam o presente e apontavam soluções para o futuro, denunciavam que havia morte na panela, que havia injustiça, que havia crise moral. Agora, parece-me que nos esquecemos que profecia não fala de futuro, fala de verdade moral, condena o aviltamento dos valores da família e defende uma postura progressista nas questões de justiça racial, apenas para citar exemplos.

      Como cristão, vejo crianças abandonadas em lagoas para que morram à própria sorte, vejo crianças atiradas pela janela, vejo a explosão da pedofilia na Internet. Segundo a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, uma criança é abusada sexualmente no Brasil a cada 8 minutos. Senhor, não posso ficar de braços cruzados diante desse descalabro! Não posso dormir um sono tranqüilo ouvindo o pedido de socorro de tantas crianças. Há pouco mais de um mês uma lei de minha autoria criou o Programa Municipal de Conscientização e Combate ao Abuso Sexual e à Violência contra a Criança. Agora, os funcionários de creches serão treinados para identificar e ajudar crianças em perigo, e esse é apenas o começo: a formação se estenderá a médicos, guardas-civis, conselheiros tutelares etc.

      E isso é ainda tão pouco! Em uma sociedade capitalista ao extremo, que elogia a competição, que premia apenas os mais fortes, que sacrifica o Planeta em favor do lucro, que ouve apenas os testemunhos de sucesso financeiro, que exclui radicalmente os mais pobres, nesta sociedade, quem levantará o seu cajado no deserto para lembrar dos idosos, das crianças, da gestante, da viúva? Onde está o papel da Igreja como consciência profética? Sim, continuamos sendo chamados a ser o sal da terra. Sabe que o sal serve não apenas para dar sabor à carne? Ele é também usado para impedir que ela apodreça. Por isso, não desisto de colocar meu candeeiro no parlamento paulistano, porque acredito que é esse o compromisso do cristão autêntico: fazer brilhar a luz de Cristo o máximo que puder. Aliás, vou além, digo que se minha consciência cristã, se minha fé, não me levar a indignar-me com as injustiças nessa cidade, se ela não me fizer buscar novas soluções para os conflitos que vivemos dia a dia, então, que diferença faz ter fé?

* Carlos Bezerra Jr. Médico e vereador da cidade de São Paulo em segundo mandato, postulante nas eleições municipais deste ano ao terceiro mandato consecutivo. É o único vereador evangélico apontado pela ONG Voto Consciente como um dos melhores parlamentares do legislativo paulistano. Pastor da Igreja Comunidade da Graça, trabalhou como médico em postos de saúde na periferia de São Paulo, e criou a Fundação Comunidade da Graça, entidade que realiza 500 mil atendimentos gratuitos por ano. Como parlamentar, Carlos Bezerra Jr. presidiu a Comissão de Juventude, foi membro da Comissão de Constituição e Justiça, e liderou a bancada do PSDB em 2007. Entre seus projetos mais destacados, estão a criação do Programa de Combate à Violência e ao Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes, a lei que prevê multa e fechamento de qualquer estabelecimento comercial que vender bebida a menores de 18 anos e a criação o Conselho de Juventude. Carlos Bezerra Jr. é um dos idealizadores e apoiador do encontro anual Usina 21.

O Empreendedorismo e o Futuro dos Jovens

Nenhum comentário » quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A principal causa mortis dos brasileiros com idade entre 15 e 24 anos é o homicídio. Nossos jovens estão morrendo à bala, literalmente. Estivéssemos no Afeganistão ou em qualquer outro país em guerra, o dado seria irrelevante. Mas moramos em um paraíso tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza.

Por que morrem nossos jovens? Óbvio que não são por crimes passionais, não são por conflitos entre gangues ou pelo vazio existencial que leva estudantes de países ricos a metralharem seus colegas de escola. Nossos jovens morrem na guerra urbana do tráfico de drogas, nas chacinas, nas disputas por “pontos”.

O fato é que eles acabam na mão do crime organizado, grupo este comandado por eles mesmos. Sim, as facções criminosas que desafiam o Estado são comandadas por jovens. O sistema capilar de distribuição de cocaína no Rio é pensado e administrado por jovens. São eles também os que se escondem por trás das redes de roubo a veículos nas capitais e em tantas outras práticas criminosas.

Falamos nos jovens criminosos como aberrações, como se fossem uma outra cepa de brasileiros, apodrecida, sem concerto. Ninguém lamenta os mortos da chacina, nem o traficante baleado pela polícia. Não há quem pense no futuro que se encerra ali, naquele jovem morto, naquele brasileiro que constituía um projeto de cidadão, abortado tão precocemente.

Quando vejo os números assustadores de morte e criminalidade nas grandes cidades, não consigo deixar de pensar no quanto a capacidade empreendedora da nossa juventude é tão imensa quanto desperdiçada, imagino como o Brasil seria diferente se ao invés de uma submetralhadora na mão, esse jovem, atraído pelo tráfico, tivesse melhores oportunidades no mercado de trabalho ou um diploma, ou apenas uma chance de mostrar o quanto pode ser inteligente, capaz e empreendedor.

Vale dizer que o Relatório Executivo sobre Empreendedorismo no Brasil de 2006 , preparado pelo Projeto GEM BRASIL, concluiu que “os programas educacionais existentes no País não estimulam suficientemente a promoção de um espírito mais empreendedor nas pessoas” (ver Global Entrepreneurship Monitor 2006, página 8). Assim, qual o melhor caminho a seguir?

O que proponho é acreditarmos na força do movimento de empreendedorismo jovem e darmos o apoio necessário para que tais iniciativas se multipliquem por todo o País.
A Associação Comercial de São Paulo, centenária entidade voltada para a defesa da livre iniciativa, nos dá o exemplo: há quase 25 anos foi a pioneira na criação do primeiro desses grupos no País.

Nessa linha, a lei que propus na Câmara em 2006 (nº. 14.251), que cria a Semana do Jovem Empreendedor em São Paulo , é fruto de discussões e debates que tive com os membros do Fórum de Jovens Empreendedores da Associação Comercial de São Paulo (FJE-ACSP) há exatamente dois anos, por ocasião do 10º Fórum Mundial de Jovens Empreendedores, patrocinado pela Associação Comercial de São Paulo e sob a presidência de honra do atual Secretário do Emprego e Relações do Trabalho, Sr. Guilherme Afif Domingos.

A lei da Semana do Jovem Empreendedor em São Paulo tem sido levada pela Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje) a diversas capitais do Brasil. E espero que a realização de semanas paralelas, em vários locais do Brasil, venha a ser o embrião de um projeto nacional de discussão da importância do empreendedorismo no resgate dos jovens brasileiros.

Com isso tudo, tenho a esperança de que a mesma juventude que hoje se afunda em violência nas nossas metrópoles, com a capacidade e audácia do empreendedorismo, faça do Brasil um país de paz e prosperidade, um lugar onde a maioria dos jovens simplesmente envelhece, lutando por seu lugar ao sol, de modo digno e seguro.

* Carlos Bezerra Jr. é médico e vereador de São Paulo pelo PSDB. É o autor da Lei 14.251, que institui a Semana do Jovem Empreendedor de São Paulo

Voz que clama na floresta…

Nenhum comentário » quarta-feira, 3 de setembro de 2008

ATINI

O garoto Bibi tinha nove anos quando tomou a decisão de proteger do risco da morte sua irmã Hakani, de 3 anos. Ambos são Suruwahá (etnia semi-isolada no sul da Amazônia). A indiazinha nasceu com uma defi ciência neuromotora. Segundo costume da tribo, ela é filha de um “espírito mau” e, portanto, deveria ser morta. Os pais prepararam o líquido venenoso extraído de um cipó, mas não tiveram coragem de matá-la. Cometeram suicídio.

Hakani é uma das várias personagens de um drama real entre tribos indígenas no Brasil: a morte de crianças recém-nascidas por motivos culturais. As mortes muitas vezes estão relacionadas à garantia da sobrevivência econômica de toda a tribo, à escassez no ecossistema, ao controle de natalidade ou ao equilíbrio entre os sexos. Hakani sobreviveu graças à sua resistência e sua vontade de viver. Graças também à ajuda de seu irmão Bibi (hoje com 18 anos) e do casal de missionários Edson e Márcia Suzuki, que buscaram atendimento médico para ela.

Uma outra personagem do drama é Muwaji Suruwaha, dos Zuruahã (etnia semi-isolada no Amazonas). Muwaji havia decidido abandonar a filha nascida com paralisia cerebral. Entregou-a aos familiares para que a matassem, mas depois se arrependeu. Com a ajuda dos Suzuki, a pequena Iganani está se reabilitando na Rede de Hospitais Sarah em Brasília.

Hakani e Iganani resistiram incansavelmente, mesmo rejeitadas por seus povos. Essas duas histórias fizeram com que o casal Suzuki, etnolinguistas e missionários entre os indígenas há mais de 20 anos, tomasse duas decisões corajosas. A primeira, adotar a órfã Hakani, mesmo com toda burocracia que envolve tal tipo de adoção. A segunda, abrir a boca em favor das crianças indígenas que nascem condenadas à morte.

Hakani, hoje com 12 anos de idade, vive uma infância alegre, fazendo juz ao significado de seu nome (“sorriso”). A segunda decisão foi só o início de uma grande luta. Depois de ajudar Muwaji, outros pais indígenas também pediram o apoio do casal de missionários para salvar seus fi lhos. “Como negar ajuda às mães indígenas que nos procuravam para salvar seus filhos, sem ser incoerentes com a mensagem do Reino de Deus?”, questiona o casal.

Voz Pela Vida
Surgiu então em 2006 a ONG ATINI – Voz Pela Vida. Mesmo com pouca estrutura e experiência, a ATINI se engajou no esforço para que o governo e a sociedade considerem o “infanticídio indígena”¹ uma situação real que exige ações públicas de cuidado e proteção. “Não queremos punir os indígenas; apenas garantir o socorro às crianças em risco”, afirmam os Suzuki.

A oposição de alguns antropólogos e órgãos do governo tornou a causa ainda mais difícil. “Eles confundem respeito à diversidade cultural com tolerância universal. Acham que tudo é possível em nome da cultura”, critica Márcia.

No entanto, a ATINI tem recebido apoio de igrejas, líderes indígenas, antropólogos e políticos.

Um dos respeitados líderes indígenas do Xingu, Kotok Kamayurá, disse que “o tempo de enterrar crianças já passou; hoje precisamos de ajuda para criá-las”. Em carta oficial endereçada à ONG, o Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (CONPLEI) declara que a “vida precede a cultura”.

O tamanho do desafio

Nem o Ministério da Saúde nem a Fundação Nacional de Saúde têm dados precisos sobre a morte de crianças indígenas por conta de razões culturais.

Diante do desafi o, as crianças salvas são a garantia de que vale a pena defendê-las. Toda criança indígena tem o direito à saúde. Cabe ao governo a responsabilidade de garantir esse direito. Negar socorro é caminhar na direção oposta.²

Os grandes heróis deste drama, na verdade, são os pais e as mães que, mesmo vulneráveis em suas tribos, lutam para manter a vida de seus filhos.


Notas:¹ Do ponto de vista legal, o termo não é apropriado, porque “infanticídio” se refere a recém-nascidos mortos pela mãe em estado puerperal. Informalmente, no entanto, é usado, já que textos antropológicos evitam o termo “assassinato”.

² O deputado federal Henrique Afonso (PT-AC) elaborou um projeto de lei, ainda em discussão na Câmara Federal, chamado Lei Muwaji, que regula e promove o diálogo construtivo pró-vida com os povos indígenas em nosso país.