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	<title>USINA 21 - Jovens, Idéias e Transformação Social</title>
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		<title>Usina 21 promove Help Portrait e retrata moradores da periferia paulistana; fotos vão virar exposição no MIS</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 10:18:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Junior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais de 100 voluntários mobilizaram-se para que quase 70 famílias fossem clicadas por profissionais pela primeira vez na vida. No final, a foto, com porta-retrato, virou presente

No sábado, 10, Dia Internacional dos Direitos Humanos mais de 30 fotógrafos reuniram-se para passar um dia registrando as imagens de quem nunca teve esteve diante de lentes profissionais. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Mais de 100 voluntários mobilizaram-se para que quase 70 famílias fossem clicadas por profissionais pela primeira vez na vida. No final, a foto, com porta-retrato, virou presente<br />
</em><br />
No sábado, 10, Dia Internacional dos Direitos Humanos mais de 30 fotógrafos reuniram-se para passar um dia registrando as imagens de quem nunca teve esteve diante de lentes profissionais. A ação aconteceu numa região pobre da cidade, no bairro de Vila Verde, extremo leste da capital paulista e foi promovida pelo movimento Usina 21 – Jovens, Ideias e Transformação Social.<br />
<br />
“O que estamos demonstrando a essas pessoas ao fotografá-las é que nos importamos com elas, que queremos saber suas necessidades. A foto é apenas um símbolo de que, para nós, elas não são invisíveis. Pelo contrário, nós as enxergamos e estamos comprometidos com a luta por seus direitos”, afirmou Carlos Bezerra Jr., deputado estadual evangélico que participou da coordenação do evento, junto com a ONG Fundação Comunidade da Graça, entidade social de cunho cristão.<br />
<br />
A ação mobilizou 130 voluntários, entre fotógrafos, cinegrafistas, maquiadores, contadores de história e recreacionistas. Sete estúdios fotográficos foram montados e uma equipe ficou responsável pela impressão das fotos que, ao final do dia, foram entregues a cada uma das famílias participantes, junto com porta-retrato.<br />
<br />
“Foi muito legal. Eu escolhi como seria a minha maquiagem e o fotógrafo foi muito atencioso. Tirei várias fotos com roupas diferentes. No final, ele escolheu uma foto minha, mas eu não gostei muito, daí ele mudou”, conta satisfeita Evelyn Souza, 22 anos, com o porta-retrato nas mãos.<br />
<br />
O sucesso da iniciativa foi tanto que, por meio da Secretaria Estadual da Cultura, organizou-se exposição no Museu da Imagem e do Som (MIS) para apresentar as imagens. A mostra está marcada para o dia 25 de janeiro do ano que vem, data do aniversário de São Paulo, e vai até 18 de fevereiro.<br />
<br />
“Nossa fé deve sempre nos levar à ação em defesa daqueles que mais precisam, dos excluídos, dos mais frágeis. Nosso coração deve ser movido pelas causas que movem o coração de Deus, e nossos olhos, precisam estar atentos àquilo que Ele enxerga. É por esse amor que estamos aqui hoje”, falou Patrícia Bezerra, psicóloga e diretora geral da Fundação Comunidade da Graça, esposa de Carlos Bezerra Jr., durante o evento. Segundo Reinaldo Junior, um dos organizadores, a ação será ampliada para o próximo ano.<br />
<br />
Help Portrait<br />
É movimento mundial de fotógrafos amadores e profissionais que têm em comum a vontade de doar seu tempo e talento a alguém em necessidade. Foi criado em 2009, por Jeremy Cowart, fotógrafo de celebridades norte-americano. O Help Portrait já reuniu mais de 10 mil fotógrafos e 12 mil voluntários, em mais de 1 mil localidades espalhadas por 46 países. O número de retratos entregues pela iniciativa já passa de 100 mil.</p>
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		<title>Usina 21 retrata ‘invisíveis’ em ação que reúne fotógrafos de todo o mundo</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 22:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Junior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Movimento de juventude engaja-se à iniciativa global Help Portrait e promove ação na periferia da zona Leste para clicar quem nunca esteve no foco de lentes profissionais
Nem artistas, nem modelos. Nada de jogadores de futebol ou políticos. As celebridades estão longe de estar no centro do foco nas fotos da nova ação do movimento Usina [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Movimento de juventude engaja-se à iniciativa global Help Portrait e promove ação na periferia da zona Leste para clicar quem nunca esteve no foco de lentes profissionais</em></p>
<p>Nem artistas, nem modelos. Nada de jogadores de futebol ou políticos. As celebridades estão longe de estar no centro do foco nas fotos da nova ação do movimento <em>Usina 21 – Jovens, Ideias e Transformação Social</em>. A lógica da ideia vai na contramão das regras dos paparazzi: cerca de 40 fotógrafos profissionais vão dar um tempo na correria atrás de colunáveis e afins, e passarão um dia registrando mais de 300 moradores da periferia da Zona Leste de São Paulo que nunca foram clicados por profissionais. Os retratos serão impressos e entregues como um presente aos fotografados.</p>
<p>A ação está marcada para 10/12, Dia Mundial dos Direitos Humanos, em uma creche no bairro em Itaquera. Na mesma data, fotógrafos ao redor do mundo estarão mobilizados pela mesma causa, engajados na iniciativa global que inspirou a ação, chamada Help Portrait, que registra a imagem daqueles que são ‘invisíveis’ para a maioria das lentes.</p>
<p>Junto com os fotógrafos, a ação mobilizará também maquiadores, iluminadores, cinegrafistas, jornalistas, recreacionistas e contadores de história. Além dos cuidados com a aparência dos participantes, toda a ação será registrada e transformada em vídeo. A iniciativa envolverá, ao todo, cerca de 100 profissionais. Todos voluntários. Qualquer pessoa que goste de fotografia pode participar &#8211; não é preciso ser profissional, nem ter uma câmera sofisticada A única regra é que as fotos produzidas pelos participantes não devem ser vendidas ou usadas em portfólio.</p>
<p>“Não se trata de oferecer apenas uma imagem, o que queremos transmitir é esperança. A exclusão simbolizada pela carência de fotografias é, na verdade, indicadora de uma exclusão maior, que, muitas vezes, alija essas pessoas de seus direitos básicos. Essa é, sem dúvida, uma ação de promoção social”, afirma Patrícia Bezerra que coordena o evento. “Nossa fé tem tudo a ver com enxergar o próximo. E ela deve nos levar à ação prática, contra qualquer injustiça”, completa a psicóloga cristã que há 10 anos dirige ONG de assistência a famílias de baixa renda.</p>
<p>Patrícia é esposa do deputado estadual CarlosBezerra Jr., idealizador do Usina 21. O parlamentar também participara da ação e graças à articulação sua, parte das imagens produzidas será apresentada em exposição no Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo.</p>
<p><strong>Help Portrait</strong></p>
<p>É um movimento mundial de fotógrafos amadores e profissionais que têm em comum a vontade de doar seu tempo e talento a alguém em necessidade. Foi criado em 2009, por Jeremy Cowart, fotógrafo de celebridades norte-americano. O Help Portrait já reuniu mais de 10 mil fotógrafos e 12 mil voluntários, em mais de 1 mil localidades espalhadas por 46 países. O número de retratos entregues pela iniciativa já passa de 100 mil.</p>
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		<title>Rede FALE São Paulo lança campanha contra trabalho escravo</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 21:39:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Junior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos graves problemas que ainda precisa ser superado é o trabalho escravo. Nas áreas rurais, muitos vivem em situação de penúria, como indica relatório da Organização Mundial de Trabalho. Nas áreas urbanas, os principais casos de escravidão ocorrem na região metropolitana de São Paulo, onde muitos imigrantes são latino-americanos, que trabalham dezenas de horas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Um dos graves problemas que ainda precisa ser superado é o trabalho escravo. Nas áreas rurais, muitos vivem em situação de penúria, como indica relatório da Organização Mundial de Trabalho. Nas áreas urbanas, os principais casos de escravidão ocorrem na região metropolitana de São Paulo, onde muitos imigrantes são latino-americanos, que trabalham dezenas de horas diárias, sem folga e com baixíssimos salários. Apesar das recentes denúncias, a impunidade é grande e dos principais obstáculos na luta contra essas formas modernas de escravidão.</p>
<p align="justify">Preocupada com essa situação e com o apoio do USINA 21 &#8211; Jovens, Ideias e Transformação Social, a Rede FALE em São Paulo está promovendo um abaixo-assinado online” Fale contra o trabalho escravo em São Paulo”. Leia na íntegra, o abaixo-assinado:</p>
<p align="center"><strong>FALE CONTRA O TRABALHO ESCRAVO EM SÃO PAULO</strong></p>
<p align="center"><em><strong>Exmo. Sr. Deputado Barros Munhoz, Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo,</strong></em></p>
<p align="center"><em><strong>Considerando o Artigo IV da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que define que “ninguém pode ser mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos são proibidos em todas as suas formas”;</strong></em></p>
<p align="center"><em><strong>Considerando, igualmente, as garantias aos trabalhadores urbanos e rurais previstas no art. 7o. da Constituição Federal, dentre as quais: salário mínimo; piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho; garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável; proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa; duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais; entre outras;</strong></em></p>
<p align="center"><em><strong>Considerando, ainda, denúncias que relatam casos de imigrantes que são submetidos a dezenas de horas diárias, sem folga e com baixíssimos salários, principalmente na região metropolitana de São Paulo;</strong></em></p>
<p align="center"><em><strong>Considerando, também, que tais denúncias retratam claramente uma violação dos Direitos Humanos e do texto constitucional;</strong></em></p>
<p align="center"><em><strong>Nós, como sociedade civil organizada e com a articulação integrada da Rede Fale em São Paulo e apoio do Usina 21 e de outras entidades e movimentos, por meio deste abaixo-assinado, reivindicamos: Instauração imediata da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar crimes de trabalho escravo nas áreas urbanas ou rurais de SP, conforme o Requerimento Nº 1479, de 2011, protocolado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em 23/08/2011, publicado no Diário Oficial de 24/08/2011.</strong></em></p>
<p align="center"><em><strong>O trabalho escravo, que é afronta ao ser humano, é também uma afronta ao Criador, pois cremos que quando um homem ou mulher é aviltado em sua dignidade, é o próprio Deus que é desonrado. Lembramos que o trabalho dos senhores é “&#8230; defender os indefesos, para assegurar que os prejudicados tenham uma oportunidade de justiça. O trabalho de vocês é proteger os fracos, perseguir os que os exploram” (Salmos 82.3-4).</strong></em></p>
<p><strong>Para manifestar seu apoio, deixe sua assinatura </strong><a href="http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/assinar/9201"><strong>clicando aqui</strong></a></p>
<p><strong>Para divulgar no Facebook, </strong><a href="http://www.blogger.com/share-post.g?blogID=8740217760274481698&amp;postID=3851200920454232764&amp;target=facebook"><strong>clique aqui</strong></a></p>
<p>Fonte: <a href="http://redefale.blogspot.com/">http://redefale.blogspot.com/</a></p>
<p align="center"><strong><em> </em></strong></p>
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		<title>Os Jovens querem ser Políticos!</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 19:04:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Junior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Revista Época, 09/10/2011
Uma  pesquisa exclusiva mostra que 56% dos jovens brasileiros não acreditam  nos políticos. Mas 41% aceitariam se candidatar. O que eles pensam e  quais são suas causas?
LETÍCIA SORG E ANGELA PINHO
O  filósofo e orador romano Cícero dizia que a idade aperfeiçoa “a  paciência, a autoridade e a ponderação”, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Revista Época, 09/10/2011</strong></em></p>
<p><em>Uma  pesquisa exclusiva mostra que 56% dos jovens brasileiros não acreditam  nos políticos. Mas 41% aceitariam se candidatar. O que eles pensam e  quais são suas causas?</em></p>
<p><em>LETÍCIA SORG E ANGELA PINHO</em></p>
<p><em>O  filósofo e orador romano Cícero dizia que a idade aperfeiçoa “a  paciência, a autoridade e a ponderação”, qualidades necessárias para  administrar os assuntos graves. Seu pensamento reflete a visão  predominante em seu tempo. Na Roma Antiga, as decisões mais importantes  eram tomadas pelo Conselho dos Anciãos, formado pelos mais velhos.  Surgia então o Senado que conhecemos até hoje, cujo nome vem do latim  senex, que significa idoso. A média de idade dos senadores brasileiros,  58 anos, mostra que a política permanece, em grande parte, uma atividade  para os mais velhos. Mas a ausência de jovens nas esferas mais altas do  poder público do país não significa que eles estejam alienados da  política. Uma pesquisa exclusiva feita por ÉPOCA em parceria com a  Retrato Pesquisa de Opinião e Mercado traz uma surpresa positiva sobre a  relação da nova geração com o poder. Feita em dez capitais brasileiras  (Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Fortaleza, Manaus, Porto  Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo), ela ouviu 990  adolescentes entre 16 e 18 anos de escolas públicas e privadas. Os dados  revelam que os adolescentes não estão nos partidos, mas fazem política  em seu dia a dia. Metade deles já aderiu a uma causa pela internet.  Estão descontentes com as formas tradicionais de representação, mas  acreditam que é possível mudar a realidade se cada um fizer sua parte.  Dois em cada cinco topariam seguir uma carreira política, se surgisse a  oportunidade.</em></p>
<p><em>“Os resultados quebram o mito de que os  adolescentes não gostam de política”, diz a socióloga Miriam Abramovay,  autora de vários livros sobre política e juventude. Eles apenas a veem  de uma maneira menos formal e mais pragmática. “A geração atual está  menos ligada aos meios e às formas e mais ligada aos fins e aos  propósitos”, diz Germano Guimarães, fundador do Instituto Tellus, uma  organização sem fins lucrativos que pretende aproximar o governo da  sociedade. “É um pessoal muito mão na massa.” Parte dessa turma está  engajada, como organizador ou apoiador, nos protestos que vêm sendo  organizados pela internet. Eles surgiram espontaneamente no feriado de 7  de setembro, como forma de manifestar a insatisfação popular com a  impunidade diante da sequência de casos de corrupção no governo e no  Congresso. Agora, essa juventude mostrará seu rosto nas manifestações  públicas, agendadas para o dia 12 de outubro em várias capitais do país.</em></p>
<p><em>A  estudante Inaê Iabel Barbosa, de 16 anos, de Porto Alegre, é um exemplo  dessa nova postura juvenil. Por causa de sua liderança na escola, ela  já se acostumou a ouvir sugestões da família para se candidatar a  vereadora. Mas não está esperando ter um cargo para mudar a realidade a  sua volta. Vice-presidente do grêmio do Colégio Marista, a adolescente  já pode comemorar uma vitória política: conseguiu baixar os preços na  cantina da escola. “O que fazemos em nosso cotidiano não deixa de ser  política”, diz. Para 92% dos adolescentes, política é discutir assuntos  que mexem com a vida de cada um e da comunidade. “A relação com partidos  políticos não é indicador de interesse pela política ou até mesmo de  engajamento para esta geração”, diz o economista Sérgio Braga, diretor  da Retrato.</em></p>
<p><em>Segundo a pesquisa ÉPOCA/Retrato, a maioria  dos jovens – 52% – não tem um partido de sua preferência e 56% dizem que  a descrença é o principal sentimento em relação aos políticos. A má  imagem dos partidos torna difícil atrair os jovens. Apenas 1% disse ser  filiado a algum. “Toda vez que a gente vai conversar com um jovem e fala  que está em um partido, ele já pensa em corrupção”, diz Paulo Mathias,  presidente da juventude do PSDB em São Paulo. Para Aldo Fornazieri,  diretor acadêmico da Fundação Escola de Sociologia e Política, existe  uma crise de representação. “Os partidos são muito fechados e dominados  por oligarquias.” É por isso que o técnico em refrigeração Edinaldo de  Oliveira, de 19 anos, de Guajará-Mirim, Rondônia, tem dificuldade de  fazer as pessoas acreditarem que ele um dia ainda vai ocupar um cargo  eletivo. “Todo mundo tem a impressão de que nunca vai dar certo, porque  não tem ninguém da família na política”, diz. Mas ele não desiste e usa o  pragmatismo para vencer as barreiras. Indagado sobre o que fará na  prática para conseguir ser um político, responde: “Vou ter de fazer  coligação, né?”. Desde que, faz questão de destacar, o compromisso  esteja dentro da ética.</em></p>
<p><em>Os poucos que se filiam em geral  enfrentam dificuldades para ser ouvidos. “Muitos partidos acham que os  jovens só servem para segurar bandeira e colar adesivo”, diz Ângela  Santos Guimarães, secretária adjunta da Secretaria Nacional de  Juventude, órgão criado em 2005 para ampliar a representação política  dessa faixa da população. Para aumentar a participação dos mais jovens  em todas as esferas, o PT decidiu em seu último congresso, em setembro,  reservar para eles 20% dos postos de direção. A formação da juventude é  uma das causas do partido há décadas e, em alguns lugares do país, até  40% dos candidatos têm até 30 anos. “Escolhi o PT porque era onde a  juventude tinha mais espaço na pauta”, diz o estudante de administração  Demétrio César Xavier, de 19 anos, de Guarulhos, município da Grande São  Paulo. Ele se filiou ao partido há três anos. Diz que pesquisou a  agenda de outros 15 antes de decidir. Assim como Demétrio, muitos outros  jovens poderiam ter uma relação mais próxima com os partidos, que  desperdiçam um grande potencial de simpatizantes. Embora não se  identifiquem com nenhuma legenda, 41% dos jovens entrevistados não  descartam seguir carreira política. “Isso é um puxão de orelha nos  partidos políticos, que estão perdendo uma grande oportunidade de atrair  esse público”, diz o cientista político Fernando Abrucio, colunista de  ÉPOCA. Para ele, os líderes políticos têm de fazer mais que entrar no  Twitter para atrair os mais novos. Precisam abrir um espaço real dentro  dos partidos para acolhê-los.</em></p>
<p><em>Os resultados da pesquisa  revelam que os jovens de hoje estão mais abertos para esse diálogo do  que os partidos imaginam. Eles são menos radicais em suas crenças. A  maioria reconhece que nem todo político é ladrão e acredita que pessoas  honestas podem, sim, entrar para a política. Também reconhecem que o  poder é capaz de corromper, mas não consideram a tentação inescapável.  Quando Kamila Schass, de 16 anos, de Blumenau, em Santa Catarina, foi  presidente da Câmara de Vereadores Mirins, em 2008, descobriu que a  política pode ser boa. “A gente só vê coisa ruim na televisão, mas,  quando chega perto, percebe que é diferente”, afirma. Para Renato Janine  Ribeiro, professor de filosofia política da Universidade de São Paulo  (USP), o pragmatismo com que o jovem atual vê a política tem um caráter  positivo. “Ele ajuda os jovens a ver as coisas como realmente são”, diz.  E, ao conseguir enxergar a sociedade de forma mais realista, eles têm  mais clareza de como podem agir para mudá-la. Um indício da visão  prática desses jovens são seus ídolos. A maioria diz que admira  lideranças contemporâneas, como os ex-presidentes Fernando Henrique  Cardoso e Lula, a presidente Dilma e a ex-candidata Marina Silva. Muitos  destacam familiares e amigos. Citam esses nomes ao lado dos ícones  clássicos, como Dalai-Lama e Che Guevara. “O jovem não espera mais um  mártir que virá para salvar a todos”, diz o sociólogo Gabriel Milanez,  da empresa de pesquisa Box 1824. “Os heróis estão no cotidiano.”</em></p>
<p><em>Além  de visão pragmática da política, os jovens também se mostram inclinados  a agir dessa forma. Eles julgam nas atitudes individuais. De acordo com  a pesquisa ÉPOCA/Retrato, 46% dos adolescentes julgam que a melhor  forma de transformar a sociedade é cada um fazendo sua parte. Em segundo  lugar, com 24%, vem votar de maneira consciente; em terceiro, com 16%,  organizar grupos em torno de causas; e, em quarto, com 9%, fazer  protestos. A valorização da postura pessoal reflete-se na forma de  engajamento dos jovens de hoje. Enquanto 24% dizem já ter participado de  alguma manifestação, 39% afirmam já ter feito algum tipo de trabalho  voluntário. O resultado concreto desse voluntariado é um incentivo para  os adolescentes. Quando percebem que suas ações trazem resultados  positivos, eles têm ainda mais vontade de agir. Isso os leva  gradativamente a buscar entidades com maior alcance. A jovem Ana  Carolina Moraes, de 18 anos, de Campinas, interior de São Paulo,  acredita no poder transformador da cultura e, por isso, decidiu  juntar-se ao Coletivo Ajuntaê. Trata-se de um movimento ligado ao  Circuito Fora do Eixo, que incentiva atividades culturais com viés  político em vários lugares do país. Por meio de shows, debates e outros  eventos, ela pretende difundir a cultura política. “A política é a gente  que faz, onde quer que esteja”, diz Ana Carolina. Esse engajamento é  saudado por Janine Ribeiro, da USP. Segundo ele, essa geração acredita  que mesmo uma ação localizada e individual pode fazer alguma diferença  diante de grandes problemas que a aflige, como a desigualdade, a má  educação ou a destruição ambiental. “As outras gerações se perguntavam  ‘de que adianta’ diante do desafio. Agora, valorizam mais a ação”,  afirma.</em></p>
<p><em>Dar mais valor à iniciativa individual também  traz seus riscos. “A ação individual é importante como postura ética”,  diz Aldo Fornazieri. “Mas, para fazer mudanças políticas e econômicas, é  necessário haver organizações políticas que deem consequência e  continuidade ao movimento.” Sem isso, essas iniciativas correm o risco  de ser tão efêmeras quanto um modismo na internet. As ferramentas como o  Twitter e o Facebook podem ser o início da atividade política, pois  ajudam a mobilizar pessoas em torno de uma causa. Mas, por si, são  incapazes de promover mudanças políticas. A experiência do mineiro  Marcel Beghini, de 19 anos, mostra isso. Como estudante de jornalismo,  ele comentava as principais notícias do dia no Twitter. Acabou chamando a  atenção do PSDB. Gabriel Azevedo, secretário de comunicação da  Juventude Tucana, convidou Marcel a juntar-se à Turma do Chapéu, um  grupo jovem do partido. Hoje, Beghini trabalha no partido para levar aos  outros estudantes, pessoalmente ou por internet, e de forma mais  palatável, a política. Na campanha do então candidato Antonio Anastasia  para o governo mineiro, o grupo de Beghini fez e postou vídeos  bem-humorados no YouTube.</em></p>
<p><em>O caminho para agradar ao  paladar juvenil é trazer as grandes causas do país para os assuntos que  interessam aos jovens diretamente. O tema que mais os mobiliza, segundo a  pesquisa ÉPOCA/Retrato, é a educação. Para os jovens, melhorar a  qualidade do ensino deve ser a prioridade do Brasil. Essa é a bandeira  dos universitários Patrícia Matos e Tiago Martins, ambos de 18 anos.  Como presidente do grêmio no colégio público Elefante Branco, Patrícia  convocou protestos para melhorar as condições de ensino. Ela e seus  colegas reivindicavam que o passe de estudante para os ônibus valesse  para todos os alunos, e não só para algumas faixas de renda. Também  queriam participar da gestão da escola, criando comitês para decidir  assuntos cotidianos ou votar o orçamento. O passe democrático eles  conseguiram. A ideia dos comitês virou um projeto de lei, encampado por  uma deputada do DF e ainda não votado. A partir dessa experiência,  Patrícia percebeu que, para conseguir maiores ganhos, precisava partir  para o movimento estudantil em âmbito nacional, e entrou para a ala  jovem do PCdoB. Martins, quando estudava no ensino médio, conseguiu que  sua escola aplicasse simulados para o Enem. Isso melhorou a preparação  dele e de seus colegas para o exame. Foi bom para ele. Com boa nota no  Enem, conseguiu uma vaga disputada na Universidade Federal Fluminense. E  um ganho para todos os seus colegas. “Essa preocupação com a educação  tem de ser comemorada, porque tem potencial de melhorar o Brasil”,  afirma Abrucio. Se conseguirem melhorias consistentes nesse setor, os  jovens atuais têm tudo para deixar para a próxima geração um legado mais  otimista do que receberam.</em></p>
<p><em>As boas intenções expressas  por esses jovens não significam, necessariamente, que vem por aí uma  turma mais íntegra que a geração atual que povoa os gabinetes do  Executivo e as cadeiras legislativas em todas as instâncias do país. A  experiência mostra como pessoas com belos discursos na juventude ou no  início da carreira política lidaram com as tentações do poder. José  Dirceu, o líder estudantil dos anos 1960 que mobilizava os jovens contra  a ditadura, tornou-se, nos anos 2000, o ministro afastado sob acusações  de ser o mentor do mensalão, esquema de compra de votos no Congresso.  Lindenberg Farias, o cara-pintada que virou símbolo dos protestos que  levaram ao impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, no início  dos anos 1990, tornou-se um prefeito fiscalizado por irregularidades e  seus bens chegaram a ser bloqueados pela Justiça. “Essa geração tem  ideário e informação para entrar na política de forma diferente”, diz  Abrucio. “Mas é difícil prever se vão conseguir de fato mudar.” Eles têm  o potencial, mas vão ter de vencer as barreiras das elites partidárias e  manter-se imunes aos vícios do atual jogo político. No Brasil, a  máquina política envolve mais de meio milhão de pessoas. São 64 mil em  cargos eletivos, do presidente ao vereador. Mais 250 mil incluindo  assessores e secretários. E 380 mil candidatos a prefeito e vereador. Só  o futuro dirá se jovens como Ana Carolina Moraes, Demétrio César  Xavier, Edinaldo de Oliveira, Inaê Iabel Barbosa, Kamila Schass, Marcel  Beghini, Patricia Matos e Tiago Martins mudarão as regras desse amplo  clube do poder – ou se renderão a elas.</em></p>
<p><em>Fonte: </em>http://www.facebook.com/notes/luciana-soares/os-jovens-querem-ser-pol%C3%ADticos/247180662001286</p>
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		<title>Shane Claiborne fala no Usina 21 deste ano.</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 12:07:35 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Você que foi ao Usina 21, relembre, você que não assista e seja desafiado. E veja só um pedaço do que perdeu.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Você que foi ao Usina 21, relembre, você que não assista e seja desafiado. E veja só um pedaço do que perdeu.</p>
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		<title>Usina 21 une criatividade e ousadia em edição que reforça apelo por cristianismo voltado para fora da igreja, marca registrada do evento</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 22:38:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodrigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Encontro traz palestrante internacional pela primeira vez. Shane Claiborne, que militou com Madre Teresa,
fez preleção principal e deu o tom do evento: “Nossa fé precisa estar engajada às ‘Calcutás’ deste mundo”
“O Evangelho é a antítese da sociedade atual”, afirmou Shane Claiborne, em suas primeiras palavras na abertura do 7º Usina 21 – Jovens, Ideias e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Encontro traz palestrante internacional pela primeira vez. Shane Claiborne, que militou com Madre Teresa,<br />
fez preleção principal e deu o tom do evento: “Nossa fé precisa estar engajada às ‘Calcutás’ deste mundo”</em></p>
<p>“O Evangelho é a antítese da sociedade atual”, afirmou Shane Claiborne, em suas primeiras palavras na abertura do 7º Usina 21 – Jovens, Ideias e Transformação Social. Com a frase, o ativista deu início à sua preleção na manhã de sábado, 24, na Universidade Mackenzie. E o público do evento que começou com rock pesado logo cedo – com a banda Oficina G3, que fez pular os quase 3 mil jovens e adolescentes do auditório –, voltou-se à mensagem do militante que atuou ao lado de Madre Teresa de Calcutá e que está chamando atenção da mídia norte-americana. “Plural. E engajado. Assim defino esse encontro”, afirmou Carlos Bezerra Jr., deputado estadual cristão que idealizou o movimento.</p>
<p>Durante os cerca de 40 minutos da palestra de Shane, o que se viu foi um auditório imerso em uma pregação que foi na contramão do que alguns dos púlpitos mais populares do país têm defendido. “Esse evangelho da prosperidade fala do que se pode ‘tirar’ de Deus. Mas o cristianismo verdadeiro nos diz que, se quisermos encontrar nossas vidas, será preciso antes perdê-las”, pontificou o ativista, de dreadlock no cabelo, bandana e visual quase hippie. Continuou: “A fé não diz respeito apenas ao que acontece depois de morrer, ela precisa estar engajada à dor do mundo. Aquilo que começa com compaixão, deve se transformar em justiça, porque queremos interromper o sofrimento do outro”, concluiu.</p>
<p>As palavras de Shane contagiaram os participantes. “O que precisamos, agora, é sair daqui e fazer alguma coisa. Levar o que temos aprendido aos que não têm nada”, disse Fábio Cruz, 19, pela segunda vez no Usina.</p>
<p>Após a preleção, os usineiros, como se autodenominam os participantes do evento, foram direto para as 20 oficinas de temas variados organizadas para a parte da manhã. “Contribuição Cultural do Jovem para o Brasil”, com o teólogo Gedeon Alencar; “Redes sustentáveis”, com Débora Fahur, coordenadora da ONG Visão Mundial; “Produção musical”, com o músico Silvera; “Caso Zara e o trabalho escravo em SP”, com Carlos Bezerra Jr.; “Drogadição”, com João Boca, que atua junto aos usuários de crack em São Paulo, e “Não engula sapo”, sobre como elaborar as próprias emoções, com a psicóloga Patrícia Bezerra, foram alguns dos assuntos em discussão. “Este é meu terceiro Usina. Esse ano, decidi mudar. Sempre vou às palestras que tem a ver com minha profissão, mas dessa vez vou ouvir sobre fotografia”, resolveu Fernanda Cristiano, 22, estudante de Ciências da Computação. </p>
<p>À tarde, logo após apresentação de música regional nordestina com Roberto Diamanso e de exposição com produtos feitos com material reutilizável, outras 20 palestras aguardavam os jovens. Kaio Pesutti, ator do consagrado diretor de teatro Antunes Filho, Levi Araújo, coordenador do Fórum Cristão de Profissionais; Gerson Ortega, cantor e compositor, Sergio Pavarini, jornalista e blogueiro; Juliano Son, líder da banda Livres; Leonardo Sakamoto, repórter especializado na cobertura de casos de exploração de trabalhadores, entre outros, ficaram responsáveis por discutir sobre teatro, música, mobilização popular, comunicação, redes sociais etc.</p>
<p>“O Usina 21 é um evento de provocação. Mas não de provocação gratuita. Nosso objetivo é incentivar jovens de todos os lugares a fazer o que manda o texto bíblico de Provérbios: mobilizarem-se a favor dos mais frágeis e defenderem os direitos de todos os que estão desamparados. E isso não se faz só dentro da igreja”, ressaltou Bezerra Jr. </p>
<p>Propostas feitas pelos usineiros ao final de cada oficina foram reunidas para a Conferência Nacional de Juventude, que será realizada em dezembro. O documento representará os anseios da juventude evangélica paulista no fórum. Logo depois, no encerramento da edição, a banda Palavrantiga, de sonoridade grunge, embalou os usineiros. “Vai onde há a dor, e cura; vai onde não há amor, e ama; vai onde há a dor, e alegra; vai onde não há esperança”, cantaram.<br />

<a href='http://www.usina21.com.br/index.php/archives/1032/foto-1-2' title='FOTO 1'><img width="150" height="150" src="http://www.usina21.com.br/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="FOTO 1" /></a>
<a href='http://www.usina21.com.br/index.php/archives/1032/foto-2-2' title='FOTO 2'><img width="150" height="150" src="http://www.usina21.com.br/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="FOTO 2" /></a>
<a href='http://www.usina21.com.br/index.php/archives/1032/foto-3-2' title='FOTO 3'><img width="150" height="150" src="http://www.usina21.com.br/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="FOTO 3" /></a>
</p>
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		<title>Vídeo &#8211; Momentos da manhã #Usina21</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 16:33:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodrigo</dc:creator>
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		<title>Evandro do UnderFaith nos convida para o Usina 21</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 17:36:07 +0000</pubDate>
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		<title>Usina 21 na reta final &#8211; Ganha clip/homenagem assista e divulgue</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 19:44:13 +0000</pubDate>
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		<title>‘Usina 21’ traz ativista que militou ao lado de Madre Teresa para falar do movimento por justiça social que lidera nos EUA</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 15:38:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rodrigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pela primeira vez no Brasil, Shane Claiborne será o preletor principal do evento que se tornou famoso por discutir com a juventude evangélica temas quase nunca debatidos dentro das igrejas
A proposta radical e polêmica de Shane Claiborne poderia fazer boa parte das igrejas brasileiras torcerem o nariz. Mas, para a organização do movimento ‘Usina 21 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pela primeira vez no Brasil, Shane Claiborne será o preletor principal do evento que se tornou famoso por discutir com a juventude evangélica temas quase nunca debatidos dentro das igrejas</p>
<p>A proposta radical e polêmica de Shane Claiborne poderia fazer boa parte das igrejas brasileiras torcerem o nariz. Mas, para a organização do movimento ‘Usina 21 | Jovens, Ideias e Transformação Social’, suas palavras não incomodam nem um pouco. O sociólogo que vem atraindo a atenção da mídia norte-americana pela mensagem de justiça social e defesa dos pobres, contraposta à chamada “teologia da prosperidade”, será o preletor principal da 7ª edição do encontro, que acontece em 24 de Setembro, em São Paulo.</p>
<p>Shane é ativista e escritor cristão, membro fundador do The Simple Way (O Caminho Simples), comunidade cristã na Filadélfia baseada nos valores da Missão Integral. Além de trabalhar ao lado de Madre Teresa, em Calcutá, estagiou na Igreja de Willow Creek, na região suburbana de Chicago, e visitou o Iraque durante a guerra para falar do Evangelho. Ele é autor dos livros Jesus for President (Jesus Para Presidente), Becoming the Answer to Our Prayers (Tornando-nos A Resposta às Nossas Orações) e The Irresistible Revolution (A Revolução Irresistível) </p>
<p>“A ideia de fazer o convite ao Shane surgiu da proximidade entre a proposta do Usina e a defendida por ele. O evento é plural e não tem tabus para discutir com a juventude assuntos controversos sob um ponto de vista cristão e de engajamento social. Ao saber disso, ele aceitou o convite”, conta Carlos Bezerra Jr., deputado estadual que idealizou o fórum.</p>
<p>Além da participação de Shane, a banda gospel Oficina G3 fará a abertura do Usina 21 e o show de encerramento ficará a cargo do grupo Palavrantiga. A edição trará novamente a diversidade de oficinas que já é tradicional para os “usineiros”, como são chamados os participantes do encontro. Ao longo do dia, haverá 40 palestras, dividias meio a meio, entre manhã e tarde.</p>
<p>Entre os palestrantes estão o sociólogo e mestre em Ciências da Religião, Gedeon Alencar; o ator Kaio Pezutti, que já trabalhou com o diretor de teatro Antunes Filho e, recentemente, atuou no longa brasileiro “Bróder” – vencedor do Festival de Gramado de 2010 como melhor filme –; o músico contra-baixista da banda Oficina G3, Duca Tambasco; a missionária Analzira Nascimento, voluntária em Angola em meio à guerra civil, e o pastor Levi Araújo, coordenador do Fórum Cristão de Profissionais. </p>
<p>No intervalo entre as oficinas de temas como sustentabilidade, bullying, evangelização underground, mercado de trabalho, contribuição cultural da juventude evangélica etc., haverá show de musica nordestina com Roberto Diamanso, apresentação do grupo Baixo e Voz e espaço para exposições de peças produzidas com materiais reaproveitáveis.</p>
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