Arquivo de junho de 2011

A Revolução das mídias sociais no primeiro semestre de 2011

Nenhum comentário » segunda-feira, 27 de junho de 2011

A internetestá mudando o modo como são feitos os negócios, as relações interpessoais e,principalmente, o modo como as pessoas veem o mundo.

ErikQualman, o autor do livro Socialnomics, produziu uma série de vídeos chamadaSocial Media Revolution (ou Revolução das Mídias Sociais) para mostrar aimportância da rede no dia a dia das pessoas.

O últimofilme, de apenas dois minutos, dá uma mostra do que aconteceu no mundo on-lineentre o fim de 2010 e o primeiro semestre de 2011.

Assista ao vídeo abaixo ou, se preferir,leia o texto traduzido:

As mídiassociais são sobre pessoas. Mais de 50% da população mundial tem menos de 30anos.

Facebookultrapassou Google em tráfico de dados por semana, e isso tem impacto em comonos comportamentamos off line.

Um em cadacinco casais se conheceram na internet.

Três emcada cinco casais gays se conheceram na internet.

O Facebooké a principal causa de um a cada cinco divórcios.

O que aconteceem Vegas fica no Facebook, Twitter, Flickr, Youtube…

Estudantesdo jardim de infância estão aprendendo com iPads, não com lousas.

Se oFacebook fosse um país, ele seria o terceiro maior do mundo.

Mas oFacebook, o Twitter, o Youtube e o Google ainda não são aceitos na China.

O LinkedInganha um novo membro a cada segundo.

“-Nósnão temos uma alternativa se utilizamos ou não as mídias sociais, a questão écomo nós as utilizaremos bem”, Erik Qualman.

Lady Gaga,Justin Bieber e Britney Spears tem mais seguidores no Twitter do que apopulação inteira de países como Suécia, Israel, Grécia, Chile, Coreia do Nortee Austrália.

Cerca de50% do tráfego de internet móvel do Reino Unido é usado para o Facebook, agoraimagine se isso for utilizado por usuários com más experiências.

Mais de 37milhões de pessoas assistiram o comercial do Volkswagen Darth Vadar que passouno intervalo da final do Super Bowl de 2011 (dos Estados Unidos) – no Youtube.

E ogarotinho que interpretou Darth Vadar nunca assistiu Star Wars.

O FordEcplorar Lauch gerou mais visualizações no Facebook do que um comercial doSuper Bowl.

As geraçõesY e Z consideram e-mails ultrapassados, alguns universitários pararam dedistribuir suas contas de e-mail.

Os leitoresde eReaders ultrapassaram o número de leitores de livros.

Jogadoresde mídias sociais irão comprar U$6 bilhões de bens virtuais em 2013.

Frequentadoresde cinema comprarão apenas U$2,5 bilhões em bens reais.

O Youtube éa segunda maior ferramenta utilizada no mundo.

Se oWikipedia fosse um livro, ele teria mais de 2,25 milhões de páginas e levariamais de 123 anos para ser lido.

90% dosusuários on-line confiam em recomendações de produtos.

Apenas 14%confiam em comerciais.

93% dosmarketeiros utilizam mídias sociais para os negócios.

Bem-vindo àRevolução das Mídias Sociais.

Fonte: http://correiodobrasil.com.br/a-revolucao-das-midias-sociais-no-primeiro-semestre-de-2011/259035/

2ª Conferência Nacional de Juventude em São Paulo

Nenhum comentário » terça-feira, 14 de junho de 2011

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Entrevista para a Casa Multicultural – sobre juventudes, ministério e outras coisas mais

Nenhum comentário » quarta-feira, 8 de junho de 2011

Casa Multicultural – Olá Fabrício Cunha. Tudo bom!?
Muitas pessoas já o conhecem, mas outras não. Você é Pr? Onde exerce seu ministério? Onde estudou?
Fabrício Cunha – Sim, sou pastor de juventude na Igreja Batista de Água Branca. Graduei-me em Teologia no Centro de Estudos Teológicos do Vale do Paraíba e estou terminando um mestrado na Universidade Metodista de SP.

CM – Qual visão você tem sobre a Juventude evangélica brasileira? (já sabendo de toda a heterogeneidade de pessoas que essa pergunta abarca)
FC – De fato, não somos uma juventude, mas um grupo formado por juventudes. Cada segmento dentro do movimento evangélico, tem características muito próprias e peculiares. Nas igrejas históricas, em geral, os ministérios de juventude são mais fechados, mais denominacionais e institucionais, os jovens têm maior acesso à universidade e separam bem a sua vivência religiosa da secular, o que é uma pena. Nas igreja pentecostais, predominantes nas periferias, os jovens têm uma moral cristã mais rígida, mas são mais projetados para for a e a evangelização ainda é uma prática importante. Nas igrejas neopentecostais, os ministérios de juventude são muito mais contextualizados e agregadores, mas a teologia, ao contrário da estética, é bem reacionária e retrógrada, gerando um jovem de aparência bem moderna, mas uma conduta bem aguerrida no que diz respeito às coisas do “mundo”.

CM – O jovem tem entrado no mercado de trabalho cada vez mais cedo. Fazendo com que seus relacionamentos se tornem cada vez menos naturais e reais / palpáveis. (menos naturais porque são cada vez mais contatos profissionais sempre; e menos reais/ palpáveis porque são cada vez mais virtuais). Esse bem estar e ambição particular que a busca profissional traz a pessoa é visto pela igreja, ou por alguma parte da liderança cristã, como algo nocivo ao crescimento desse próprio jovem? (E quando se fala da comunidade local ou de um grupo de jovens específico: Esse jovem independente e já estabelecido no mercado de trabalho, colabora ou atrapalha o desenvolvimento do todo?)
FC – O problema não é inserir-se cedo demais no mercado de trabalho, mas as motivações e objetivos desse jovem, que está em constante competição para alcançar um status de vida que o leve a ser reconhecido por uma sociedade que reconhece o indivíduo pelo que ele aparenta ser e não pelo que é de fato. Assim, é preciso se preparar cedo, para alcançar cedo, para ter o máximo cedo, para ser reconhecido. Daí escolhe-se o que vai “ser quando crescer” baseado mais nos indicadores da Você S.A. Do que num senso de vocação da parte de Deus. E, claro, isso é muito nocivo para o desenvolvimento do jovem porque um patrimônio considerável pode dar a falsa sensação de segurança mas o que de fato gera o que pode dar sentido à nossa existência, é uma profunda compreensão de que nossa vida tem significado. Só isso pode gerar contentamento.

CM – Por que o Jovem tem dificuldades em se identificar em algum ministério especifico e chega a achar que as atividades idealizadas para “ele”, são muito adolescentes ou muito velhas? (O crivo e a expectativa tem estado cada vez mais exigente para com a liderança)
FC – Porque as nossas programações, em linhas gerais, são horríveis e nosso eixo temático é irrelevante. O jovem de hoje tem acesso aos mais diversos tipos de mídia, está antenado ao que acontece no mundo, curte bandas que nem foram lançadas no mercado fonográfico, e nós ainda queremos fazer gincana de decoreba de versículos como programação especial e ter alguém falando do mesmo jeito todos os sábados. Além de que nossa temática parou no tempo. Ainda sou convidado para falar sobre pode/não pode usar brinco, fazer tatuagem, ouvir música do mundo. Não vou. A juventude está discutindo sustentabilidade, mercado de trabalho, empoderamento social, conjuntura política, sexualidade sadia e nós precisamos responder a essas demandas à luz das Escrituras. Precisamos programar nossa agenda com tempo, formar um curriculum que equilibre temas relevantes, ser excelentes na estética, na música, nas mídias e ser profundos nos estudos tendo sempre as escrituras e o contexto como subsídio.

CM – Um dos ministérios com maiores problemas tanto em freqüência como em participação é o de jovens. Há uma solução?
FC – Acho que respondi acima.

CM – A EBD (de Jovens) das igrejas, tem tido cada vez menos “alunos”. O que está faltando: Qualidade nos professores? Falta de interesse dos jovens? Ou nenhuma dessas, são os sinais dos tempos mesmo?
FC – Também respondi acima.

CM – Nos últimos tempos, estamos assistindo muitas pessoas saindo das igrejas por vários motivos. Mas um que tem chamado muito nossa atenção é pelo fato de ter se magoado com alguém. O membro fica chateado, magoado e simplesmente sai daquele corpo / comunidade e procura outra que melhor lhe pareça. Não sabemos se é um tendência ou pura desculpa usada de “muleta”, mas acaba colocando a culpa de uma atitude individual no coletivo. Como você enxerga esse ponto dentro da comunidade local?
FC – Isso é uma expressão do que é nossa geração. Nosso nível de fidelidade a algo que seja coletivo é infinitamente menor do que nosso nível de fidelidade a nós mesmos. Se o imperativo é o sentir-se bem, quando não nos sentimos, procuramos um outro lugar que nos faça sentir. E numa sociedade de mercado, onde as gôndolas estão cheias de opções, nada mais fácil do que abrir mão de exercícios mais difíceis como perseverar, perdoar, preferir o outro, em vistas de resoluções mais fáceis, como mudar de lugar. A questão é que os problemas nos acompanham. Se não aprendemos a lidar com eles, eles, num curto espaço de tempo, acontecerão de novo e de novo. Por isso o trânsito religioso é um fenômeno considerável em nosso tempo.

CM – A discussão da afirmativa dita por algumas igrejas no passado de que “a letra mata”, relacionando aos estudos o fator de muitos cristãos deixarem suas respectivas igrejas (e até mesmo a fé em cristo) já esta, até certo ponto, “passada” e resolvida em muitos lugares. Mas nos últimos anos é crescente o número de pessoas que professavam a fé cristã e hoje se proclamam agnósticos. Normalmente essas pessoas possuem características bem marcantes: são questionadores; assíduos leitores; e normalmente possuem nível superior. No seu ponto de vista existe relação entre grau de instrução e abandono da fé cristã?
FC – Pouca relação. Existe mais relação entre abandono da fé por conta de uma fé imatura e irracional. Gosto muito de um dos lemas da ABUB (Aliança Bíblica Universitária do Brasil): “Fé em busca de compreensão”. O aprofundamento acadêmico pode nos levar a uma profunda compreensão da fé se acompanhado de devoção, piedade e missão. O problema é o academicismo, onde pessoas querem se aprofundar num tipo de conhecimento que busca explicar “o sexo dos anjos” e não os impele à oração e ao serviço.

CM – O número de blogs que existem hoje é praticamente impossível de se contabilizar, e grande parte disso é de responsabilidade de jovens cristãos. Que investem seu tempo e habilidades para criar uma forma de se fazer ouvir e enxergar pela rede. Mas a grande maioria não possui uma boa base bíblica, ou conteúdo de boa qualidade para se divulgar como “um bom material à se aprofundar”. Na sua opinião, o número crescente de blogs que falam de fé e espiritualidade é: muito bom para a propagação do evangelho?; um lixo?; Ou um mal tolerado?
FC – rsrsrs. Acho muito bom. Qualquer tipo de expressão é válida como uma porta de entrada para um processo de maturação em vistas de que o que se escreve, seja gradualmente melhor. Só podemos melhorar exercitando nossa forma de pensar e escrever e os blogs são uma boa ferramenta para isso. Curto muito o mundo virtual e o vejo sendo qualificado por um grupo que não teria espaço de expressão se não fosse por ele.

Essa entrevista foi concedida por Fabrício Cunha, pastor de jovens da Ibab. Ele é casado e tem 3 filhos.
(via www.fabriciocunha.com.br)