Arquivo de fevereiro de 2011

A graça da garça

Nenhum comentário » segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Taliban

Nenhum comentário » terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Bibi Aisha, tinha 18 anos quando fugiu da casa de seu marido violento de volta para a casa de seus pais na província de Oruzganno Afeganistão. O marido ficou furioso e com a ajuda do Taliban pegou a menina de volta. Depois de um julgamento rápido ela foi condenada por rebeldia, e teve suas orelhas e o nariz amputados pelo próprio marido. Depois disto foi abandonada. Mais tarde agentes comunitários americanos e militares a resgataram das ruas para um abrigo de mulheres em Kabul. De lá foi levada para a América para uma cirurgia reconstrututiva. Bibi Aisha mora agora nos EUA.

Esta foto ganhou o prêmio de World Press Photo of the Year 2010.

Jodi Bieber, South Africa, Institute for Artist Management/Goodman Gallery for Time magazine

Evangélicos Amargos de vinte e poucos anos

Nenhum comentário » quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O artigo abaixo foi escrito por Anthony Bradley na revista online WorldMag e diz respeito a um fenômeno que está sendo observado nos Estados Unidos da América. Decidi traduzi-lo para publicação em meu blog, pois creio que precisamos ficar atentos para este fenômeno, tendo em vista que já vislumbro sinais do mesmo em terras brasilis.

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É impressão minha ou parece que muitos jovens criados em comunidades evangélicas de classe média se tornam pessoas amarguradas em seus vinte e poucos anos? Recentemente tenho lido postagens em blogs e artigos escritos por jovens de vinte e poucos anos criados no evangelicalismo suburbano que parecem comprometidos a fazer uma coisa: atacar a própria comunidade onde cresceram e fazer isso de forma amargurada. Eu os chamo de “os Amargos”.

O modo como os Amargos se comunicam se encaixa na tese por Ronald Inglehart do início dos anos 1970 sobre jovens pós-materialistas. Inglehart escreveu que quando crianças crescem com abundância, como muitos jovens evangélicos suburbanos, ao alcançarem a maioridade, elas se preocupam mais com “auto-expressão” do que com trabalho duro e sobrevivência – as preocupações daqueles que crescem em meio a dificuldades e escassez.

Acrescente-se a isto o que Bill Bishop escreveu em The Big Sort: Why the Clustering of Like-Minded America Is Tearing Us Apart, que filhos da abundância tornam-se pós-materialistas jovens adultos que perdem o interesse em religião organizada e passam a ser cada vez mais focados em espiritualidade pessoal. O crescimento econômico e a segurança militar diminuem em importância política e são substituídos por assuntos como liberdade pessoal, direitos de aborto, justiça social e o meio ambiente. Estes jovens adultos são menos propensos a obedecer uma autoridade central e perdem a confiança em instituições hierárquicas. Finalmente, eles fomentam ressentimento pelas grandes organizações que criaram a sociedade industrial moderna norte-americana: grandes negócios, denominações tradicionais de igrejas, estruturas familiares tradicionais e assim por diante.

Os Amargos, que tendem a gravitar em direção a cultura cristã da moda, estão numa missão para expor a “conspiração conservadora” onde quer que a encontrem (ou inventem) sob a desculpa da “crítica saudável”. Os Amargos definem-se a si mesmos pelo que eles não são. Se seus pais forem Republicanos, eles se tornam Democratas obstinados. Se seus pais estão numa igreja conservadora, os Amargos buscam uma igreja mais liberal. Os Amargos escolhem “a esquerda” porque não é “de direita”. Não há pecado maior para os Amargos do que soar como se você fosse “conservador”.

Definir a identidade de alguém em termos de “não ser igual a eles” parece covardia. O anseio pela auto expressão que Inglehart discutiu em sua tese pode ser um anseio por ser ouvido e afirmado, uma vez que muitos filhos da classe média são ignorados em casa onde a participação significativa na vida familiar é comunicada como sendo opcional. Os Amargos geralmente sentem-se profundamente insignificantes, como se não tivessem importância. Eles provavelmente não eram “da hora” na escola. Suplicando por afirmação, os Amargos desejam que alguém preste atenção neles – finalmente. O modo mais fácil de ganhar atenção é protestando contra as coisas queridas dos mais velhos. “Você está me notando agora, não está?”, os Amargos declaram. A grande ironia é que os Amargos ainda desejam conexão as comunidades conservadoras que deixaram. Se você realmente “largou” algo, você não desperdiça tempo atacando aquilo; você apenas o ignora e deixa pra lá.

Posso estar errado sobre os Amargos. Espero que sim. Mas o que eu vejo é um grupo de vinte e poucos anos gastando seu tempo com uma busca que nunca irá dar-lhes a revolução prometida. Você é o que é, não aquilo contra o qual você se coloca.

(a versão original em inglês e os comentários encontra-se aqui)

Fonte: http://www.sandrobaggio.com/2011/02/15/evangelicos-amargos-de-vinte-e-poucos-anos/

Jovens evangélicos se mobilizam por saneamento ambiental em Marabá (PA)

Nenhum comentário » quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
A Rede FALE, de jovens que oram e agem contra a injustiça em nosso país e no mundo, com especial atenção para os aspectos econômicos e seus efeitos na desigualdade e na ampliação da miséria, e a Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB), articulam grupos de todo o país para orar e agir em prol da melhoria de condições de vida de cerca de 200 mil pessoas que moram em Marabá(PA). A convicção de que a fé leva à atuação pela justiça social é o que move os jovens ligados aos dois movimentos cristãos. Envolvido há três anos em uma campanha por saneamento ambiental no país, o grupo decidiu concentrar esforços para a melhoria de uma localidade. A cidade escolhida foi Marabá, na região sul do Estado do Pará. A Campanha FALE por Saneamento Ambiental em Marabá será lançada nos dias 24 e 25 de janeiro, durante o Amplificando 2009 – evento da Coordenação Nacional da Rede realizado com o intuito de impactar o município através de reuniões com as lideranças políticas e religiosas do local. Além de promover a solidariedade e união por uma causa específica, o objetivo da campanha é sensibilizar os evangélicos para o contexto social e, assim, despertar outras mobilizações regionais.

O secretário executivo da Rede FALE e coordenador da Campanha, Marcus Vinicius Matos, explica que “os critérios para a escolha de Marabá foram os baixos índices relacionados ao saneamento e o envolvimento que o grupo local da ABUB já possuía com questões ecológicas”. Ele salienta que a população que vive às margens do rio que é o alvo principal da campanha – Grota Criminosa – sofre com a degradação do meio ambiente. “As enchentes são constantes, não há coleta de lixo na região e é comum os moradores serem afetados por doenças relacionadas à falta de saneamento”, afirma.

As campanhas da Rede FALE são realizadas através de cartões postais, chamados Ore e Envie, que informam, sugerem ações e motivos de oração sobre o tema tratado. Além disso, o cartão possui uma parte destacável que é uma carta endereçada a uma autoridade envolvida no tema da campanha. Neste caso, o texto é direcionado ao presidente da Vale e solicita que a empresa patrocine pesquisas para mapeamento da situação ecológica; pressione gestores públicos para que destinem recursos ao saneamento na cidade; e que dedique investimentos para projetos de educação ambiental. “A empresa foi escolhida porque as enchentes se intensificaram após o aterro de parte do rio, realizado pela Vale há anos atrás, e porque ela é uma das maiores empresas instaladas em Marabá e poderia investir muito mais no desenvolvimento do município”, explica Marcus.

Como se envolver

A primeira forma de contribuir com a Campanha é solicitar o recebimento de cartões Ore e Envie, através do e-mail cadastro.fale@gmail.com. No corpo da mensagem, é importante colocar os dados: nome, endereço postal completo, telefone, e-mail, igreja ou organização a que pertence e a quantidade de cartões que deseja receber.

Interessados em promover mobilizações em suas igrejas e cidades podem entrar em contato através do e-mail redefale@gmail.com para receber orientações sobre como começar um grupo de oração e ação por justiça.

Jovens debatem formas de atuar na sociedade

Nenhum comentário » quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

 

 Em uma tarde de forte calor na cidade de Niterói (RJ), mais de 200 jovens se reuniram na Igreja Batista da Orla para tomarem parte do primeiro Fórum de Juventude promovido pela Juventude Batista Brasileira, e cujo tema foi “Realidades Juvenis”.

A proposta do evento, segundo o coordenador de Juventude e Sociedade da Juventude Batista Brasileira, pastor Luis Henrique Leão, foi “refletir sobre as múltiplas realidades, diversas demandas e desafiadores problemas sociais que envolvem a juventude brasileira na contemporaneidade”.

E foi justamente isto que os participantes encontraram no fórum, que foi realizado por meio de um debate que contou com a participação de um público muito animado e interessado.

A fala dos participantes destacou a todo momento a necessidade de a igreja  ter uma prática que considere o homem em toda a sua complexidade, nos aspectos espiritual, cultural, política, entre outros.

Uma declaração que evidenciou esta ideia foi a do representante da Rede Fale, o estudante Pedro Grabois: “Jesus transforma não só o indivíduo, mas também as estruturas sociais que estão à sua volta”.

Além disso, foi destacada a necessidade de o jovem cristão não ficar voltado apenas para as atividades eclesiásticas, não considerando os dilemas da sociedade como um todo. “Caso fiquemos dentro do templo, da igreja, vamos fazer muito pouco em termos de missão de Deus no mundo”, afirmou o pastor Reinaldo Junior, representante do movimento Usina 21.

Outro ponto importante foi a possibilidade, cada vez mais crescente, de a igreja atuar na sociedade por meio das estruturas estatais: “Não falta espaço para a igreja evangélica, mas falta conhecimento de que estes espaços estão esperando por nós”, compartilhou a professora Daniela Frozi.

Contudo, o evento não ficou apenas no debate de ideias, mas assumiu um caráter propositivo com a formulação de intenções para a juventude brasileira para o ano de 2011.

Fique ligado no Portal Batista para ficar bem informado sobre o que acontece na 91ª Assembleia da CBB.

fonte: http://www.batistas.com/index.php?option=com_content&view=article&id=448:jovens-debatem-formas-de-atuar-na-sociedade&catid=17:artigos2&Itemid=42

Entrevista com Ziel Machado

Nenhum comentário » terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
 

Hoje estamos entrevistando Ziel Machado. Ziel é Historiador, membro da equipe pastoral da Igreja Metodista Livre da Saúde, em São Paulo, Secretário Regional da Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos na América Latina (ABU). Foi obrerio da ABU-Brasil por dezoito anos, primeiro no Rio de Janeiro e depois como Secretário Geral . Casado com Solange, tem três filhos e este ano está passando seu ano sabático no Regent College – Vancouver. De lá Ziel nos responde esta entrevista:

1- Ziel, como se deu seu envolvimento com a ABU? Que diferença tem feito em sua vida ser parte desta organização?

Na minha adolescência, na Igreja Batista do Meier- Rio de Janeiro, tive uma professora na escola dominical que participava da ABU. Ela nos convidou para um curso de férias para estudantes secundaristas (1977), eu e uma amiga da igreja, que estudávamos na mesma escola, decidimos ir. Desde então, de formas variadas estou vinculado ao ministério estudantil. As mudanças foram muitas, dificil de resumir, o que eu posso dizer é que o ministério estudantil (através da ABU), me colocou em contato com uma tradição evangélica de missão onde a fé cristã me ensinava a viver e a me preocupar com este mundo; onde a razão é desafiada a se tornar discípula, onde o conhecimento deve se transformar em sabedoria e, por todas as formas, defender a vida. No momento que entrei na ABU o país vivia uma experiência difícil e a fé evangélica (pelo menos nos círculos em que eu vivia) estava de “olhos fechados”para a situação. Descobrir as implicações da Encarnação de Cristo como princípio missiológico foi quase uma “nova conversão”; descobrir um grupo de jovens que realmente criam no Poder do Evangelho mudou minha forma de ver a vida.

2- Que diferenças você enxerga entre o ambiente universitário de quando você era aluno, para o ambiente universitário do momento atual?

Meu primeiro período na Universidade foi entre 1980 – 1983, neste tempo estávamos na famosa “transição gradual e segura” para um regime democrático. Neste período vivenciamos as greves do ABC em São Paulo, a fundação do PT, a Anistia, o atentado no Rio Centro e as explosões de bancas de Jornais no Rio, na OAB e na ABI. Eu vi o prédio da UNE ser demolido no Aterro do Flamengo e a reação estudantil enfrentando jatos de água. Neste momento estávamos sobre os impedimentos do Atos Institucionais 288 e 477 que afetaram diretamente as Universidades de maneira, que toda movimentação que fazíamos tinha um sabor de “clandestina”. Como aluno no curso de História (UFRJ) esses temas eram nosso “pão de cada dia”. Ser cristão e ser Universitário neste momento era uma “contradição”, como me queriam fazer crer os meus companheiros de curso. Tempos difíceis para a evangelização.

Meu segundo momento na Universidade foi no períiodo do mestrado na PUC- São Paulo, entre 1993 – 1997. Em dez anos a realidade mundou profundamente, do forte movimento de reação e busca de alternativa( pela via política dos anos 80), no fim dos anos 90 (sem querer generalizar), me deparei com uma juventude que ainda buscava alternativas, mas agora por caminhos bem diferentes.Havia um senso de desperança existencial, chamado por alguns como Pos-modernidade, onde o desencantamento com as Utopias globais (Queda do Muro de Berlim), com a Supremacia da razão (que não deu todas as respostas), com o Mito da Bondade Natural (versus o crescimento do potencial de autodestruição) e o Mito do Progresso para todos ( os tentáculos do Mercado versus a exclusão e o surgimento do 4 mundo), realçou o desejo humano pela busca de transcendência, a busca por Sentido e a busca por Comunidade.

Diferentes momentos, mas cada um com seus riscos e suas oportunidades para a missão!

3- Em quê, ser universitário cristão hoje difere de 25 anos atrás?

Eu diria que a 25 anos atras a Universidade era conhecida como cemitério de estudante cristão, devido a dificuldade de fazer um diálogo consistente entre a fé biblica e o mundo da ciência. Muitos abriram mão da fé, outros fizeram um esforço esquizofrênico para manter estas duas dimensões separadas e intocáveis. O fato é que a escola dominical não nos ajudava a ter uma fé madura para enfrentar a realidade; fomos preparados para fazer diálogos de surdos. E além do mais, a Universidade não era vista como um campo missionário (o que continua sendo verdade); poucas igrejas preparam seus jovens para este momento crítico. Digo isso porque vejo como a turma chega nos encontros da ABU, e aí temos que lutar com as prioridades na agenda entre o chamado para evangelizar e o desafio de ajudar nossos irmãos a “segurar a onda”.

Eu diria que hoje existe muito mais abertura para o Evangelho e uma completa rejeição a Igreja. Isso nos dá um desafio enorme pois somos salvos para fazer parte do corpo de Cristo, para fazer parte de uma igreja local. Hoje o desafio de levar os estudantes à Cristo está associado ao desafio de ajudá-lo a entender que a obediência ao Senhor Jesus o levará a uma igreja local que não é perfeita (se fosse perfeita, no dia que este estudande entrasse deixaria de ser,-risos,rsrsrs). Junto a este desafio está o fato de que, se o cursinho abilita alguém a fazer o curso universitário o mesmo não acontece (na grande maioria dos casos) com a escola dominical. Algo urgente deve ser feito neste sentido!

4- Em sua opinião, como a igreja local pode construir uma estrutura pastoralmente eficiente para acompanhar o universitário cristão? Que conselhos você daria para pastores que querem fazer diferença nesta área de suas igrejas?

Encare a Universidade é campo de missão. Envie seus jovens a este espaço de missão com todo suporte de oração e cuidado pastoral (que todo membro precisa), de forma intencional, continuada e responsável. Prepare seus jovens para este transição; faça um grupo de estudo bíblico especial para quem está pensando em entrar na Universidade. Selecione jovens professionais em sua igreja que viveram esta experiência para serem mentores destes calouros. Faça um programa de pelo menos um ano de acompanhamento pastoral, utilize os recursos de literatura e ministérios direcionados a este seguimento para dar o suporte necessário. Coloque os pais reais e “adotivos” para orar por eles, abra espaço para que possam compartilhar com a igreja suas lutas neste período. Ajude de forma economica para que eles possam participar de encontros com outros cristãos, e assim ter sua fé fortalecida e seu esforço missionário mais consistente. Vocês ficariam surpresos ao ler sobre a história de missões da igreja cristã e ver como a Universidade tem sido o celeiro para muitos períodos de avanço da obra missionária; começando com Francisco de Assis e seu grupo (para não falar de Daniel e seus amigos na Babilônia), passando por Wesley, Lutero, os 7 de Cambridge, D.W. Mott; e tantos outros.

5- E a inclusão na vida da igreja daqueles que o Senhor tem trazido a si, a partir da universidade. Melhorou ou piorou nestes últimos 20 anos? Em sua opinião por quê?

Eu não tenho números para dizer se piorou ou melhorou, eu diria que continua muito difícil. A história passada e recente da igreja cristã, conforme se ensina e por aquilo que a mídia apresenta, tende a chamar atenção para os momentos de pecado da igreja. Por esta razão digo que os estudantes continuam interessados em Jesus e completamente desconfiados da face histórica da igreja. Contudo, aqueles que o Senhor chamou, cedo ou tarde se encontram em alguma expressão do Corpo de Cristo. O que tenho visto é que as comunidades abertas para receber estudantes, no meio de suas muitas perguntas, de forma respeitosa e acolhedora, se tornam ponto de referência para muitos outros jovens que estão no mesmo momento de vida. Como costumo dizer; “onde tem comida o povo faz fila”.

6- Vamos para a vida pessoal: Tendo mais tempo com a família este ano, que lições e reflexões você tem feito sobre a vida familiar de um líder cristão? O que tem sido mais essencial?

Tenho pensado muito sobre o significado de cuidar. Vendo como Deus cuida de forma fiel de nós e assim viabiliza a vida. Como Deus colocou o ser humano no Jardim do Édem para cuidar, da mesma forma com Pedro, no contexto de sua tristeza por haver traído a Jesus, o Senhor o convidou a cuidar do rebanho. Somos chamados a cuidar de nosso pequeno jardim ( a familia) e chamados a cuidar de sua Igreja; e a cuidar desta terra. Somente a fidelidade sustenta a vida, em seus diferentes estágios ou estações é a fidelidade que mantém a vida. Bem, por aí estou vivendo este momento como família, pensando, escrevendo e lendo.

7- Eu soube que você e seus filhos tem um novo investimento musical: tocar instrumentos de sopro. Conte um pouco desta experiência.

Nossa família tem um gosto muito especial por música, todos tocamos algum instrumento e temos música por toda a casa. Com meus filhos entrando na adolescência, resolvi fazer algo em conjunto com eles. Alguma coisa que nos aproximasse mais neste período, assim resolvemos estudar Trombone juntos. Estudamos durante o ano de 2003 no SESC- São Paulo e queremos retornar para lá em 2005 para retomar esta experiência que tem sido muito legal.

8- Seu filho mais velho se aproxima do momento de viver a entrada na universidade. Qual o melhor conselho para dar a ele no dia de começar a vida universitária?

Eles estão crescendo neste contexto de ministério estudantil e como são muito observadores já devem ter internalizado muita coisa. O que procuramos fazer é deixar sempre um ambiente de muita abertura em casa para conversar e trocar ideias sobre os diferentes momentos e situações da vida. Em nossa casa todos sempre estamos lendo algo, assim aproveito para selecionar e indicar uma literatura adequada para este período. Meu filho mais velho já esta participando de acampamentos da ABU e criando seu próprio universo de relações neste grupo. Estou procurando fazer uma viagem com cada filho para que eles possam ver este universo de missão estudantil e aprender a olhar para esta experiência de uma forma diferente. Se tivesse que colocar em uma frase um conselho, eu indicaria a leitura dos livros de Provérbios e Eclesiastes; aliás eles acabaram de ler o livro de Provérbios em seu tempo de leitura devocional e agora estão iniciando o Evangelho de João que será fonte de nossas conversas nesta semana que se inicia.

9- Quem foi a pessoa que mais influenciou você a ser quem você é como cristão? De que maneira?

Foram pessoas diferentes, em diferentes momentos e por meio diversos. Eu diria que iniciando na família, passando por líderes não cristãos (no meu tempo de desportista), meu grupo de amigos na adolescencia e juventude na Igreja; alguns professores de escola dominical; muitos líderes na ABU; meus companheiros de evangelização na Universidade; amigos de longa data na caminhada cristã e vários escritores por meio de seus livros, muitos livros. Próximo aos livros estão os períodos de estudos em algumas escolas bem especiais por onde andei e sobretudo por alguns mestres com quem pude desfrutar de maior proximidade.

10 – Para ir terminando: Você é historiador. Como um historiador do futuro descreveria o momento atual da igreja brasileira?

Como historiador fui treinado para olhar para o passado, e quanto mais distante melhor; no entanto meu olhar para igreja é marcado pela ambiguidade que a mesma representa nesta dupla dimensão histórica e eterna. Vejo com muita alegria sinais daquilo que o Senhor está edificando (Mt.16.18), em muitas comunidades locais e de denominações diversas.De maneira simplificada poderia dizer que é a obra de reconciliação de todas as coisas com Deus, conforme fomos chamados a ser e fazer em 2 Corintios 5.20. Contudo não posso deixar de manifestar minha preocupação por uma determinada face da igreja que, em sua prática de missão, nega os fundamentos do Evangelho que deveria estar anunciando. Muito se tem escrito sobre isso, e autores com muito mais propriedade do que eu poderiam descrever este fenômeno, mas o Senhor está no controle e tudo que é feito será provado, e o que não for aprovado será destruído. Assim devemos seguir segundo a vocação que nos foi proposta apontando para o alvo que o Senhor nos propos e denunciando toda iniciativa que nos quer fazer desviar deste caminho que nos está levando de volta ao Pai. Ele está vindo ao nosso encontro, trazendo o Novo Céu e a Nova Terra, a nova Jerusalém na qual os nascidos de novo irão desfrutar de sua presença.

11- O que você está lendo atualmente ou o que você recomendaria aos nossos leitores buscarem para ler?

Como estou ausente do país neste momento, muito de minha leitura esta seguindo a orientação de meus professores por aqui, e aqui se lê muito. É possível que as obras que esteja lendo ainda não estejam traduzidas. Nestas duas semanas estive mergulhado nos seguintes livros:

Como estou ausente do país neste momento, muito de minha leitura esta seguindo a orientação de meus professores por aqui, e aqui se lê muito. É possível que as obras que esteja lendo ainda não estejam traduzidas. Nestas duas semanas estive mergulhado nos seguintes livros:

1) The heart of Evangelism de Jerram Barrs,ed.Crossway Books – Acabo de fazer um curso com ele, foi excelente. Este livro será publicado no Brasil pela editora Presbiteriana.

2) Discipleship on The Edge : an expository Journey through the book of Revelation- by Darrel Johnson ed. Regent College Publishing. Este é um comentário sobre o livro de Apocalipse. Darrel é um excelente professor, com muita sencibilidade cultural (foi missionário nas Filipinas)

3)The other six days .ed. Eerdmans -Regent & Down to Earth Spirituality ed. IVP . Ambos escritos por Paul Stevens, que no Brasil tem publicado dois livros; A hora e a vez dos leigos- ABU e um sobre casamento publicado pela JUERP. São livros para sacudir a cabeça em termos da espiritualidade do dia a dia e do conceito de vida como igreja no mundo. Tambem excelente material.

4) The Sabbath by Abraham J.Heschel. ed. Farrar, Straus and Giroux. Um classico sobre o tema, onde diz que muitas religiões tem um lugar sagrado enquanto que o Judaísmo tem um tempo sagrado.

5) Linving as the people of God by Christopher Wrigth. Um classico sobre a ética do Antigo Testamento, no Brasil está publicado pela ABU com o título Povo, Terra e Deus.

6) From Brokenness to Community by Jean Vanier. ed.Paulist Press. Fundador da Comunidade LÁrche e responsavel pela reorientação ministerial de Henri Nouwen, quando deixou Havard para se juntar a ele em L’Arche
12 – Que palavra final você deixa para quem estiver se sentido chamado a viver o evangelho de maneira relevante no mundo e na igreja?
Eu deixaria dois textos bíblicos. O primeiro se encontra em Esdras 7.10 e o segundo em 1Timoteo 4 (com destaque para o vesículo 16).

Ziel, muito obrigado pelo seu tempo e disposição em responder nossas perguntas. Com certeza sua contribuição vai fazer diferença na vida de muitos. Continue servindo com fidelidade e sendo relevante onde Deus tem plantado você.

Publicado em:

http://www.imel.org.br/noticias/ziel.htm
http://www.igrejadocaminho.com.br/entrevistas

 

Cristãos e muçulmanos unidos no Egito

Nenhum comentário » sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

article 0 0D0815F9000005DC 902 634x472 Cristãos e muçulmanos unidos no Egito

Na virada do ano, ocorreu o atentado de um homem-bomba na cidade de Alexandria, no Egito, que matou 23 cristãos. Nestes últimos dias dezenas de cristãos foram mortos por extremistas muçulmanos, que se aproveitaram do caos que o país vive. Mesmo assim, a foto acima, registrada por Nevine Zaki, revela uma imagem de paz e tolerância em meio à situação calamitosa que o Egito vive.

Um grupo de cristãos coptas, que são cerca de 10% da população egípcia,  decidiram dar as mãos e criaram uma espécie de corrente humana para proteger uma centena de muçulmanos que interromperam os protestos para as orações mandatórias do islamismo. Mesmo em minoria, os cristãos atuaram como uma espécie de equipe de segurança, protegendo seus compatriotas de religião diferente de qualquer ataque inesperado da polícia ou de outros manifestantes. Paz em meio à guerra. Tolerência em meio a repressão. Exemplo de fraternidade resumida em uma imagem.

Agência Pavanews, com informações de Daily Mail

Voluntariado jovem: É possível mudar o mundo

1 comentário » quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Há um momento na vida de todos nós em que acreditamos que podemos mudar o mundo. Esse momento, normalmente, acontece quando somos jovens, cheios de idéias, transbordando de energia e ávidos por saber mais. O tempo encarrega-se de convencer-nos de que tudo é utopia, sonho de juventude… certo? Errado!

Hoje já jovens que acreditam nessas idéias e que encontraram no voluntariado a possibilidade de não só sonhar com um mundo melhor, mas de realmente fazê-lo melhor.

O voluntariado jovem é uma forma de multiplicação e, principalmente, de consolidação de uma atitude que desperta o ser humano melhor que há em cada um de nós. É aquela idéia que deixa de ser idéia e passa a ser real, permitindo que o jovem seja não só a esperança, mas um agente de transformação social que se multiplica.

Esses jovens não fazem “caridade”, fazem muito mais, disponibilizam tempo e talento, desenvolvendo atividades sistemáticas em creches, asilos, hospitais…, em busca de um sonho que, agora, não é mais sonho.

O Programa de Voluntariado da Escola, da ONG Parceiros Voluntários, viabiliza par este jovem a possibilidade de “fazer a hora”. O programa oferece aos jovens oficinas de capacitação que permitema realização do trabalho voluntário com qualificação.

Em 2003, a Parceiros Voluntários lançou o projeto “Tribos nas Trilhas da CIdadania” – www.tribosparceiros.org.br – que estimula os jovens a desenvolverem ações sociais nas áreas de educação para a paz, cultura e meio ambiente. Os depoimentos dos jovens que participaram desta ação convergem para um mesmo ponto: os meiores beneficiados com as ações voluntárias são eles mesmos. O voluntariado transforma-se num divisor de águas em suas vidas, uma vez que implica em mudanças de atitudes e valores. “É impossível ser a mesma pessoa depois de trabalhar como voluntária, a gent doa um pouquinho de si e recebe muito amor e carinho”, afima Fernanda Costa, 17 anos, aluna do 3º anos do Ensino Médio, voluntária há três anos.

Ao realizar trabalho voluntário, o jovem tem a oportunidade de vivenciar sérios problemas sociais, conviver com uma realidade muito diferente da sua e transpor para a prática as lições de cidadania e responsabilidade social aprendidas em sala de aula.

Desta forma, esse jovem torna-se mais responsável, solidário, consciente dos problemas da sociedade, comprometido com a transformação positiva da sua comunidade e, por certo, ela passa a ter certeza de que o sonho transformou-se em realidade: é possível mudar o mundo!

Graziela E. Loureiro dos Santos
Educadora da Escola São Judas Tadeu e docente na Faculdade de Educação São Judas Tadeu. Coordena a Unidade Parceiros Voluntários na Instituição Educacional São Judas Tadeu (http://www.parceirosvoluntarios.org.br/Componentes/textos/TextosVJ.asp?txTx=127&iRnd=0,1314%D8)

“Solidar”: um poema de José Barbosa Jr, Teresópolis, janeiro de 2011

1 comentário » terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Só quem lida com a dor
sólida, forte e atroz
sofre o seu dissabor
garganta fechada em nós

Solidão de quem espera
o filho que já não vem
tristeza que dilacera
o pouco que ainda tem

Solidez que se esvai
ao simples rolar do rio
que pesado,em fúria cai
loucamente, em desvario

Solitário o meu cantar
ecoa por entre a chuva
entre as lágrimas no olhar
do órfão e da viúva

Solidar o que sobrou
dos cantos dessa cidade
e o canto que me restou
é o da solidariedade.

José Barbosa Junior, na noite de 19/01/2011