Organização aposta na diversidade e 7º Usina bate recorde de público

8 Comentários » segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Miguel Antunes

No sábado (7), como todo mundo aqui já sabe, rolou mais uma edição do Usina 21 (a sétima, acredita?). O evento foi um sucesso. Mais de 2.500 jovens – o maior público do Usina até agora – foram automaticamente transformados em usineiros ao som dos primeiros acordes da banda do Projeto Marcando a Geração (MAG), da Comunidade da Graça de Guarulhos. E isso, claro, era só o começo do dia que traria mais de 40 oficinas; mais de 10 painéis e histórias de alguns, digamos, heróis da fé “contemporâneos”; outra dezena de apresentações musicais, de dança e de teatro; terminando com show do Templo Soul.

Manhã
Às 9h30, os usineiros não sabiam se faziam a coreografia ou se riam da dança dos integrantes do Ministério JV na Estrada (MV e companhia), devidamente trajados de palhaços, que divertiram e esquentaram as “caldeiras” da nossa usina de idéias. Aliás, a coisa ficou quente pra valer na preleção de abertura, com (“só”) Ariovaldo Ramos.

Num exercício imaginativo digno de “A Cabana”, do canadense Willian Young, mas com o conhecimento teológico que dispensa comentários, Ari surpreendeu os jovens apresentando alguns dos que poderiam ter sido os diálogos entre Deus, Jesus e o Espírito Santo antes mesmo da criação do mundo. Papo cabeça? Com certeza, mas na boca do Ariovaldo ficou simples, simples.

Para ele, antes de decidir criar o mundo e a Humanidade, a Trindade precisou calcular todo o sacrifício que teria de ser feito para garantir o sucesso de Seu plano. “Haja cruz, antes de haja luz”, disse Ari, foi o primeiro passo para o começo de tudo. A discussão, então, caminhou para nossa relação com o Planeta e com o próximo. “Quando Jesus falou ‘tive sede e não me destes de beber’, Ele não se referia a um copinho d’água, mas à preservação dos recursos hídricos do planeta, e ao empenho para tornar universal o acesso a eles”, atacou.

O desfecho da conversa com Ariovaldo pareceu mais uma missão deixada para todos os usineiros. “Agora, é com vocês!”, arrematou. E, a julgar pelo número de inscritos em cada oficina, a galera levou a sério. Ninguém ficou de fora e, assim como o evento, as palestras da manhã e da tarde bateram recordes de quórum. E olha que não estava fácil para escolher…

“Almoço”
Primeiro, as da manhã: “Stand Up Comedy – O humor como ferramenta de crítica”, com os comediantes Carol Zócolli (finalista do concurso 8º Integrante do CQC), Warley Santana (ex-CQC) e Osmar Guerra (produtor da Record); ou “Comunique-se”, com Sérgio Pavarini? “Grafiteiros e Arteiros”, com Jota (da Vineyard – SP), ou “Anjos e Demônios – O abuso sexual de crianças dentro da igreja”, com Carlos Bezerra Jr. (principal idealizador do Usina 21, vereador de São Paulo e relator da CPI “da Pedofilia)? Dúvidas cruéis, né?

Isso, sem falar de “Teatro e Expressão Corporal”, com Kaio Pezutti; “Mundo do Hip Hop”, com Borracha; “Mulher e seu papel fundamental”, com Sara de Roure; “Violência Urbana”, com Celi Paulino e outras 17 oficinas que rolaram antes do almoço – se é que dá pra classificar como uma simples pausa para “almoço” o que acontece no Usina das 12h às 14h30.

Explico: enquanto uma galera almoça, outra pode assistir a um tanto de apresentações e intervenções artísticas. Tem gente que até perde a fome. Nessa edição, nosso Espaço Cultural, como é conhecido esse intervalo, trouxe, no auditório Ruy Barbosa, as bandas Trinitas, Rap Sensation e Kalamo, e, ao ar livre, o grupo de dança Bronks, o Amarte, e o rapper Fernandinho CS.

Tarde
Pra quem almoçou e pra quem até esqueceu do almoço, às 14h30 começaram as oficinas da tarde. E cabeça de muito usineiro deve ter dado nó de novo. Foram cinco preleções a menos que pela manhã, 20 ao todo, mas a organização do evento empatou o jogo com cinco golaços na escolha dos painéis: “Como acabar com a fome e a miséria”, com Jung Mo Sung, teólogo católico, João Boca, responsável por trabalho de evangelização e assistência na Cracolância (centro de São Paulo) e Leandro, da Rede Fale; “Educação para todos”, com o teólogo Levi Araújo e a mestra em psicologia Jacira Lima; “Igualdade entre todas as pessoas”, com Sara de Roure, da Marcha Mundial das Mulheres, e o portador de necessidades especiais Anderson Gu; “Acesso universal ao esporte, tecnologia, comunicação e saúde”, com Tércio Obara, do Vale da Bênção, e Rafael Lira, da Revista Viração. E, pra fechar, “Investimento em cultura”, com Hudson Parente, integrante do Projeto 242; e “Qualidade de Vida”, com Marcos Custódio, da ONG A Rocha-Brasil, Valter Ravara, do Instituto Gênesis, e Marco Antonio, especialista em Gestão Ambiental.

Vale lembrar que, enquanto tudo isso rolava, Analzira Nascimento, missionária em Angola por quase 20 anos; Ziel Machado, teólogo, batizado católico e nascido numa família espírita; Ariovaldo Ramos, filósofo e pastor; Roberto Diamanso, cantador nordestino, poeta cristão e pai de 15 filhos (sendo 12 adotados); e Levi Araújo, um pastor batista de berço pentecostal, contavam, sem reservas, tudo sobre sua caminhada e como se tornaram o que são.

“O Usina é um espaço especialíssimo. Não é feito por uma só pessoa, mas existe por tudo isso que se vê aqui. Por esse tanto de jovens de diferentes tribos, que se une a palestrantes dos mais diversos, de ideologias e pensamentos dos mais variados, todos juntos dizendo de múltiplas formas que é possível propor uma Igreja diferente, que se pode, sim, falar de Missão Integral em formatos inusitados e criativos. Isso tudo é uma provocação. O próprio Usina é uma provocação. Não nos propomos a responder perguntas. O que queremos é que o jovem saia daqui com mais delas do que entrou, mas disposto a refletir e pôr a mão na massa, e a intervir em seu bairro, em sua realidade, com seu próximo, em seu país”, sintetizou Carlos Bezerra Jr.

Encerramento
Já no fim da tarde, pouco antes de o Templo Soul assumir a responsabilidade de não deixar nenhum usineiro parado, o Ministério JV na Estrada voltou ao palco para peça de teatro e Levi Araújo fez a oração final. Depois, a festa se estendeu regada à black music evangélica e à marcante participação dos usineiros, que não queriam mais ir embora.

Usina pra você é…
Como de costume a frase foi completada pelos jovens, lá no Mackenzie, ao longo do encontro. Entre usineiros de primeira viagem e outros mais tarimbados, a variedade de opiniões e definições que ouvimos dá a medida da diversidade de mais essa edição do Usina. Para Gabriela Marcondes, 22, estudante de psicologia, “Usina é tudo aquilo que não se fala na igreja sem deixar de ser cristão”; para o Douglas Mariano, 26, que trabalha na área de criação de uma agência de publicidade, é a “mistura de todas as tribos num só lugar pra um só fim” o que melhor define o encontro. Para Lucas Fernando Lima, 17, vestibulando, é  um exercício de pareidolia: “uma maluquice que faz sentido”, e para Liriane de Souza, 24, formada em enfermagem, o significado é direto: “Usina é tudo de bom”.***

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E você, não foi procurado para dizer o que é o Usina durante o evento? Também, com aquele tanto de gente, não dava pra falar com todo mundo mesmo, né? Mas sem fazer bico, o espaço do blog é pra isso mesmo. Pra quem quiser completar, vá enfrente. Pra você o Usina é…

É isso, gente. O site continua. Nos próximos dias postaremos as fotos do encontro, outros conteúdos sobre o evento etc. A gente se vê por aqui (plágio, eu?) e até o próximo Usina. A contagem regressiva já recomeçou! Valeu a todos e a todas!

8 comentários para “Organização aposta na diversidade e 7º Usina bate recorde de público”

  1. Flavia disse:

    gostei muuuuuuuuuuiiiiiiiiitttttttooooo do Usina… experiência muito boa, concerteza é uma ferramenta de Deus para a transformação desde mundo… e poder ver tantos jovens reunidos num mesmo propósito… foi maravilhoso!!!! Gostei muito de fazer parte deste evento! Que Deus abençoe a todos!
    só tenho uma critica, mas acredito que seja construtiva… o Usina tem que ser mais de um dia e se ainda não é… também tem que ser gravado!!!
    Mas creio que Deus nos abençoará quanto a isso também… de resto, foi show!!! parabéns a todos os organizadores e auxiliares deste evento… e que Deus os abençoe!
    abraços e até o próximo Usina!!!

  2. Usina pra mim é a mais clara representação da multiforme graça de Deus! :)

    Amei estar com vocês! Continuem contando comigo… e prossigamos crescendo na fé, conhecendo ao Senhor e marcando a nossa geração!!! (que responsa, hein, galera! ;D)

    Paz***

  3. Dany gondim CS disse:

    Amei, o Usina 21, foi a minha primeira vez,e fiquei encantada! Os temas, as atrações, tudo estava muito lindo! Parabéns!!!

  4. edgard j. c. menezes disse:

    Convido a todos a participar do III Encontro dos Professores Cristãos do Mackenzie, a ser realizado no Centro Histórico do Mackenzie, dia 27, entre 14 e 18horas. Vale certificado de particpação e duas palestras sob o tema Educação Confessional em tempos de Globalização.
    Maiores detalhes ecmenezes@uol.com.br
    Até lá.

  5. edivaldo disse:

    Muito bacana eu irei sim!!!

  6. Cara, nunca vi tanto ministerio jovem em toda vida cristã.!

    Conheci grupos focado com a tematica Teatro+Cinema+Comunicação+Arte+Vida.
    Fui como servo na condição de auxiliar o usina e particularmente, gostei muito.
    Pode me chamar, me avise que terei o maior prazer de auxiliar denovo.

    Divulguei os fanzines Sagrado brutal Core para uma galera bem underground, que visa o emergente baseado na Palavra. Foi um dia marcante para fortalecimento do ministerio jovem que sirvo glorificando a Deus.

    Paxxx seja con Todos. Sê cuida, hein!

  7. Levi Cruz disse:

    Bom dia a todos!
    Sou lider de juventude de uma igreja batista em Sao José dos Campos e Vice-Presidente da Juventude Batista do Vale do Paraíba.
    Confesso que nao concordo, nao aceito e reprovo tanta propaganda política em um blog tão bom e com tanta boa intenção. Tudo bem que o Carlos Bezerra tenha sido o mentor do projeto e que tenha feito um trabalho muito bom como vereador (será que fez mesmo? Nao sou de SP, lembra?), mas a ficar fazendo propaganda dele no blog não é legal… Isso é marketing político desfarçado e ação evangelística.

    Prá vocês terem uma idéia, não terão o meu apoio no Vale do Paraíba, na edição de 2011, pois tenho plena convicção de que ele será figura certa no palco, durante a cerimonia de abertura e encerramento, tentando deixar para uma multidao de jovens recém eleitores a imagem de um político cristão… marketeiro…

    Enfim, não concordo com essa idéia…

  8. Junior disse:

    Olá,

    Lamento não termos e seu apoio aí na região do Vale, mas mesmo assim o evento foi um grande sucesso.
    O deputado aparece no evento porque ele é o idealizador e o viabilizador do evento, portanto enquanto ele promover o “Usina 21″ ele aparecerá sim.
    Não se trata de promovê-lo simplesmente, pois sem ele não existiria o “Usina 21″, nem o “Mãe Paulistana”, nem a “CPI da Pedofilia” e tantos outros projetos relevantes.
    Esperamos contar com a sua compreensão e quem sabe com o seu apoio.
    Abraço,

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