Carlos Bezerra Jr. é vereador de São Paulo. Está em seu terceiro mandato e é o líder do PSDB na Câmara. Bezerra Jr. é também médico ginecologista e obstetra, e atuou por anos em hospitais públicos da periferia da zona Leste, além de ter prestado atendimento gratuito voltado à saúde da mulher nas áreas mais pobres da capital paulista. De sua experiência na medicina e da vivência nas periferias tirou idéias que se transformaram em importantes leis. Como a que originou o Programa Mãe Paulistana, da Prefeitura, e da lei de combate ao abuso sexual infantil. Bezerra Jr. tem 40 anos, é casado e tem duas filhas. Porém, aqui, em seu blog, a idéia é esquecer um pouco de tudo isso e abrir espaço para o que estiver além das paredes da Câmara, para aquilo que não se vê nos pronunciamentos oficiais e nem mesmo no site do mandato. Opiniões, provocações filmes, músicas, vídeos, enfim...

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Uma coisa é uma coisa...

Enviador por Carlos Bezerra Jr. em 29/10/2009 as 16:10
Republico aqui no blog texto da Soninha Francine, ex-vereadora de São Paulo e atual subprefeita da Lapa, sobre doações a candidatos e demogogia.
Aliás, aproveito para fazer um agradecimento especial a ela pela mensagem de apoio que me encaminhou.
Seguem abaixo, a mensagem dela e o texto. Obrigado***

“Ter o seu nome na lista é sinal, para mim, de que tem alguma coisa errada
com essa sentença... Escrevi um texto - genérico - sobre o caso no meu blog,
gabinetesoninha.blogspot.com. Essa histeria em torno das doações eleitorais é uma demagogia sem vergonha. Seu texto abaixo está ótimo.Abração,Soninha”


Uma coisa é uma coisa...
Alguns comentários sobre a crise do momento na Câmara Municipal (cassação, por decisão de primeira instância, do mandato de 13 vereadores):

1)O fato de um determinado setor fazer doações a candidatos não implica, necessariamente, em desonestidade. Nem o fato de o setor esperar ser representado por aquele parlamentar – todos têm direito de se fazer representar no Poder Legislativo. Se eu receber doações de militantes da cultura ou de ambientalistas, é porque se identificam comigo e esperam que eu defenda suas causas. Se um deputado recebe doações da indústria armamentícia, é porque reconhecem nele um defensor dos seus interesses. Eu sou CONTRA os interesses da indústria armamentícia, mas a doação para a campanha e tentativa de eleição de um representante seu não é ilegítimo.

2)Os maiores doadores de campanha são, quase sempre, bancos e grandes empreiteiras. Por que? Pra começar, porque tem muito dinheiro... E também porque querem, sim, manter bom relacionamento com as pessoas no poder (ou em vias de obtê-lo). Não querem criar caso/ ganhar inimigos entre potenciais prefeitos, governadores, presidentes, vereadores, deputados, senadores. Não fazem muita questão de ideologia – a fase do “medo do Lula”, por exemplo, passou faz tempo...
Querer manter bom relacionamento com os poderosos também não é, necessariamente, crime eleitoral... Pode não ser a coisa mais bonita do mundo, pode vir a ser fonte de constrangimentos futuros (“Eu te ajudei e agora você não quer me ajudar!”), mas não é crime.

3)Receber doação de campanha E defender os interesses de determinado setor que fez contribuições também não é crime. Crime é defender os interesses escusos; prejudicar os interesses da sociedade para beneficiar seus parceiros, quer eles tenham financiado a campanha eleitoral ou não.
Aliás, se a intenção de um parlamentar é atuar de maneira desonesta a favor deste ou daquele setor, é muito melhor não receber doações dele durante a campanha – e fazer todos os “negócios” depois.

4) A prestação de contas da campanha eleitoral é uma coisa barroca, absurdamente detalhada e complexa. Se você pensa que é chato e complicado fazer a declaração para o imposto de renda, não viu nada ainda.
Claro que alguém pode fazer a declaração de qualquer jeito e dizer “que se dane, quero ver me pegarem, nunca pegam ninguém”. Mas para cometer alguma desonestidade, é MUITO mais fácil fazer tudo por fora, sem pegar recibo algum... Passar o recibo já é chato quando você faz tudo direitinho, então para que se dar ao trabalho?

5)Além de tudo, não é o candidato quem cuida pessoalmente das contas de campanha. Ainda que seu coordenador de finanças tenha aceitado fazer as coisas meio de qualquer jeito, é perfeitamente possível que ele não saiba.
Essa cassação em bloco acaba botando todo mundo em um mesmo balaio, quem sabe de tudo e quem não sabe, quem gosta de fazer tudo direito e quem não faz questão...

6) É tão ruim demonizar doadores de campanha e candidatos que recebem doações que acaba afugentando quem quer fazer as coisas direito. Na minha candidatura a deputada, algumas pessoas me procuraram querendo contribuir “por fora” por uma única razão: não queriam aparecer e ficar sob suspeita de “interesses ilícitos” (ainda mais naquele período de antipetismo galopante). Demagogia e maniqueísmo são coisas que fazem mal à compreensão do sistema eleitoral e à justiça – é muito fácil dizer “recebeu dinheiro de empreiteira? Ladrão!” e, enquanto isso, deixar de perceber mil desonestidades grosseiras ou sutis, que não deixam recibo.

Comentários

Não estou condenando quem recebe... MAS... e os coitados que não tem dinheiro para ajudar candidatos ? Os miseráveis que não tem condições de serem doadores ? Serão representados por quem ? Num projeto de interesse contraditório (bancos x povo) por ex., que isenção o eleito terá ?

Enviado por  Marcos em 26/11/2009às 17:10

Querido Vereador Carlos Bezerra! Expresso a minha admiração pelo seu trabalho que ao longo dos anos vem realizando por esta cidade. Sua luta! Sua ousadia! Sua sensibilidade! Seu amor! Tem sido exemplar; e favorecido a qualidade de vida das pessoas mais necessitadas desta cidade.
As suas idéias e iniciativas, transformadas em Programas e Leis, têm beneficiado e suprido as necessidade da nossa “gente”, mulheres, bebês,crianças e jovens, têm sido contemplados com as suas LEIS. Cito o Programa “Mãe Paulistana”; desconheço outra ou qualquer iniciativa política, social, privada, que oferece proteção integral à mulher gestante paulistana. Eu posso dizer! Pois, sou profissional da saúde e trabalho a vinte oito anos na área. Conheço muito bem a política de saúde pública desta cidade.
Meu caro vereador, não se intimide. Quem conhece seus projetos, programas e Leis, sabe muito bem quem você é! Trago a memória... quando as mulheres desta cidade demoravam quarenta dias para realizarem seu preventivo do câncer de colo de útero, “Teste de Papanicolaou” e mais sessenta dias para receber o resultado, se tivessem essa sorte!
O Vereador Carlos Bezerra, que atuava como médico voluntário; teve a feliz e magnífica idéia de realizar “Campanhas de prevenção do câncer de colo de útero e do câncer de mama”. Com uma Van, adaptada para um consultório ginecológico, iniciou um atendimento pioneiro na periferia desta cidade, atendendo com equipe de profissionais da saúde, voluntários. Trabalho que mereceu “Menção de Honra” Prêmio Betinho.
Portanto! Não há, difamação, injustiça , calúnias, que venha encobrir e manchar a integridade, honestidade e a vocação do Vereador Carlos Bezerra em prol dos cidadãs e cidadãos desta cidade.
Estarei sempre com você! Conte comigo sempre! Amigo do meu coração.
Mada

Enviado por  Mada em 10/11/2009às 12:25

Realmente, colocar seu nome na lista foi um grande erro. Os paspalhões que intentam manchar a reputação dos seus adversários políticos, porque temem o pior, acreditam que os estes estão no mesmo (sub)patamar moral que eles mesmos. Este tiro já saiu pela culatra, meu amigo. Você terá ainda mais apoio, associado à força da indignação de uma flagrante injustiça contra os que, como você, são contados entre os poucos que militam a favor dos outros e não de si mesmo.
Grande abraço!

Enviado por  Cezar Rosaneli em 7/11/2009às 13:16

Concordo com a Soninha. Chega de hipocrisia!
Respeito seu trabalho, e o que tem feito pela cidade.
Pra mim isso tem motivação política estranha por trás.

Enviado por  Roberto Arruda em 6/11/2009às 10:20

Saiba que para nós que conhecemos você Vereador de perto, e tb conhecemos seu ótimo trabalho que vem desempenhando ao longo desses anos, não mudou em nada ter seu nome na lista, sabemos sua conduta e sabemos que por fazer A DIFERENÇA no meio de tanta mentira, isso incomoda muita gente.
Saiba que todos nós que votamos em você continuamos te apoiando e te incentivando.
Infelizmente vivemos em um país onde o prejudicado ainda é aquele que vive na luz e faz tudo certo, declarando tudo e sendo honesto. Somos prejudicados mas temos nossa consciência tranquila.
estamos juntos nessa.

amamos você e admiramos muito seu trabalho.

Larissa Brandoles e Rodrigo

Enviado por  LARISSA BRANDOLES em 2/11/2009às 14:42


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Li e Gostei

Jesus quer salvar os cristãos
O livro de Rob Bell é uma provocação com endereço certo: a “igreja” preocupada apenas com si própria, com seu crescimento, com mais poder e mais dinheiro. Essa igreja alheia e insensível à realidade que a cerca é confrontada no texto de fácil leitura de Bell. O autor expõe o paradoxo entre a denominação que ergueu um prédio de U$ 20 milhões e o contexto de sua região, onde 1 em cada 5 pessoas vive abaixo da linha de pobreza. O livro traz críticas duras a grupos cristãos dos Estados Unidos e fala da urgência do retorno ao Evangelho e seu compromisso com justiça social. Ainda bem que aqui no Brasil nossas igrejas são “bem diferentes”, né? Ed. Vida – 208 pg.
Os Homens que não amavam as mulheres
do jornalista sueco Stieg Larsson. Boa indicação do Denis Mizne, coordenador do Instituto Sou da Paz, a partir da campanha despretensiosa que promovi no Twitter® (#troqueoBBBporumlivro). Mania na Europa e nos EUA, o livro faz parte da Trilogia Milleniun (mas pode ser comprado separado) e traz uma trama misteriosa que envolve grandes corporações financeiras, denúncias, jornalismo investigativo, desaparecimento de pessoas e muito suspense, que, particularmente, está me deixando magnetizado. Larsson (1954-2004) foi fundador e editor-chefe da revista sueca Expo, que denuncia grupos neofascistas e racistas. Era especialista na identificação da atuação das organizações de extrema direita em seu país. Ed. Cia. Das Letras – 528 pg.

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Bíblias em Braille nas bibliotecas de SP
Plano Nacional
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Vi outro dia

Alice no País das Maravilhas
Fui assistir com minhas duas filhas ao novo filme de Tim Burton,baseado no clássico de Lewis Carroll. Nele, a história se passa nove anos depois da original: a protagonista (Mia Easkowska) já tem 19 anos quando segue o coelho branco e visita novamente o estranho lugar onde já estivera no passado, mas do qual não se lembrava mais. No longa, o encontro dos dois universos, o de Burton e o de Carroll, oferece uma mistura fantástica.A Wonderland do diretor estadunidense é sombria e tem alguns seres aparentemente seres bizarros, mas que, pouco a pouco, se humanizam.
Preciosa
O longa conta a história de Claireece “Precious” Jones, uma garota norte-americana, negra, de dezesseis anos. A vida de Claireece é uma seqüência de desventuras. Da violência sexual que sofreu, praticada por seu pai, aos abusos cometidos por sua mãe, a protagonista cresce em uma vida desprovida de amor. Preciosa tem um filho, portador de Síndrome de Down, e, quando engravida pela segunda vez, é enviada a uma escola alternativa. É a partir desse novo lugar que consegue reelaborar e resignificar um tanto de traumas e sua própria vida. Para mim, o filme lança um olhar especial sobre os excluídos, sobre aqueles que não conseguem competir numa sociedade tão implacável a ponto de violentar suas crianças. O longa dirigido por Lee Daniels é extremamente sensível e tocante - diz muito sobre persistência e determinação.

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