Carlos Bezerra Jr. é vereador de São Paulo. Está em seu terceiro mandato e é o líder do PSDB na Câmara. Bezerra Jr. é também médico ginecologista e obstetra, e atuou por anos em hospitais públicos da periferia da zona Leste, além de ter prestado atendimento gratuito voltado à saúde da mulher nas áreas mais pobres da capital paulista. De sua experiência na medicina e da vivência nas periferias tirou idéias que se transformaram em importantes leis. Como a que originou o Programa Mãe Paulistana, da Prefeitura, e da lei de combate ao abuso sexual infantil. Bezerra Jr. tem 40 anos, é casado e tem duas filhas. Porém, aqui, em seu blog, a idéia é esquecer um pouco de tudo isso e abrir espaço para o que estiver além das paredes da Câmara, para aquilo que não se vê nos pronunciamentos oficiais e nem mesmo no site do mandato. Opiniões, provocações filmes, músicas, vídeos, enfim...

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A “mãe preta” de Benjamin Button

Enviador por Carlos Bezerra Jr. em 3/3/2009 as 19:26
Entre todas as alegorias interessantes do filme O Curioso Caso de Benjamin Button, a da personagem Quenie, a mulher que acolhe Button quando ainda era um bebê-ancião, uma aberração da natureza, foi a que mais me chamou atenção. Para mim, Quenie (interpretada com competência pela atriz Taraji P. Henson) é a representação de Deus no excelente filme de David Fincher.

Quenie é a empregada de um asilo na porta do qual o pobre Button é abandonado. Durante todo o filme, a despeito da sua particularidade de nascer velho e morrer criança, das aventuras, de tudo, ela simplesmente o acolhe. A mãe adotiva é o porto seguro daquele homem, para onde ele sempre retorna.

Quenie é uma daquelas irmãs evangélicas encontradas apenas em periferias, seja em São Paulo ou em Nova Orleans. Pentecostal até a medula, ela não tem vida própria. Vive para os outros. Acolhe a quem quer que seja e não permite que zombem dos que estão debaixo das suas asas.

Curiosamente, também no best-seller “A Cabana”, de William P. Young, a representação de Deus na história é feita com a imagem de uma senhora negra acolhedora. O livro conta a história de um homem que perde a filha seqüestrada, e que, de forma sobrenatural, vai parar na cabana que serviu de cativeiro para a criança.

As "mães pretas" já embalaram os filhos da elite do nosso País. Eram escravas que amamentavam na senzala as crianças da casa grande, e que desenvolviam por elas laços de maternidade. Certamente, porque a reserva que tinham de amor era tão abundante quanto a de leite. Por isso, seriam capazes de alimentar a quem tivesse fome, incapazes que são de lançar fora quem as procuram. Ser amado e amar dessa forma é a experiência que mais nos aproxima de Deus, e que mais nos torna humanos.


Comentários

Prezado vereador

Assiti o filme e como o senhor, gostei muito. Sobre o amor da personagem não há que se duvidar. Ela tem amor de sobra para dedicar sua vida aos desafortunados, abandonados e deixados de lado pelas suas familias quando se tornam um fardo, ou uma aberração, como no caso de Benjamin. Sua dedicação é o amor de Cristo na prática. Quanto ao que o senhor chama de "mãe preta", não nego que em muitos casos o sentimento maternal esteja presente, no entanto, fruto da saudade de seus filhos arrancados do seus ventres, separados pelas necessidade econômicas do odioso regime escravocata. Obrigação este era o motor da relação.

"Em Cristo com amor".

Marcos Moraes

Enviado por  Marcos Moraes em 6/3/2009às 08:53

Tive oprtunidade de assitir esse filme e ele é realmente mto bom... Me comoveu principalmente por notar coomo a vida passa e prcisA ser aproveitada... Realente a atriz que faz a "mae" dele é um figura interessantye.

Um abraço, vereador.

Alfredo

Enviado por  Alfredo Lima em 5/3/2009às 13:02


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