Enviador por Carlos Bezerra Jr. em 4/1/2009 as 18:56
Uma das ótimas cenas do filme...Na última semana do ano passado, SP parecia um deserto. Sem trânsito, sem correria nos shoppings etc. É delicioso andar pela cidade quando ela está assim, e a sensação de poder sair de casa com a certeza de não perder no mínimo uma hora no trajeto, de não ter de enfrentar fila no seu restaurante ou cinema favoritos, é um pequeno prazer que só pode ser explicado por um paulistano acostumado às agruras de viver nessa capital desafiadora.
E eu nesse final de semana resolvi fazer um “programa família”: depois de comer um lanche com a Patrícia e as crianças, fomos ao cinema ver “Marley e Eu”.
O filme conta a história de um casal, Jennifer e John Grogan, que inicia sua jornada mudando de cidade, encarando novos empregos etc. Enquanto não vêm os filhos, decidem ter um cachorro, o Marley, descrito como “o pior cão do mundo”, pelo próprio John.
A história é baseada no bestseller homônimo escrito por ele após a experiência de se tornar colunista no jornal da sua cidade e contar as desventuras de seu cão indomável em suas crônicas diárias, enquanto a família vai se formando com a chegada dos filhos e a carreira dele vai se desenvolvendo com a presença daquele amigo especial.
O longa tem passagens hilárias, e acho que deveria se chamar “Marley e Nós”, tamanha a identificação que produz em qualquer um que já se casou, planejou ter filhos, viveu e vive conflitos conjugais e dúvidas na carreira. Ah, e claro, quem conviveu com um cão dentro de casa, em maior ou menor grau, na certa vai se ver na tela, rir de si mesmo e dos personagens e se emocionar.
“Marley e Eu” fala, entre outras coisas, sobre o aprendizado do amor, e o cachorro acaba representando o que é o desafio de construir uma família, às vezes cansativo, rotineiro, conflituoso, difícil de se lidar e incontrolável. Mas também um lugar único, em que se encontra amor como em nenhum outro.
De maneira simples, ele faz a gente se lembrar de sentir o quanto são especiais as experiências de construir uma família, de se casar, de acompanhar o crescimento dos filhos e até mesmo de ter um cachorro. E o prazer único que essas coisas e essas vivências nos dão.
Simples assim...
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