Carlos Bezerra Jr. é vereador de São Paulo. Está em seu terceiro mandato e é o líder do PSDB na Câmara. Bezerra Jr. é também médico ginecologista e obstetra, e atuou por anos em hospitais públicos da periferia da zona Leste, além de ter prestado atendimento gratuito voltado à saúde da mulher nas áreas mais pobres da capital paulista. De sua experiência na medicina e da vivência nas periferias tirou idéias que se transformaram em importantes leis. Como a que originou o Programa Mãe Paulistana, da Prefeitura, e da lei de combate ao abuso sexual infantil. Bezerra Jr. tem 40 anos, é casado e tem duas filhas. Porém, aqui, em seu blog, a idéia é esquecer um pouco de tudo isso e abrir espaço para o que estiver além das paredes da Câmara, para aquilo que não se vê nos pronunciamentos oficiais e nem mesmo no site do mandato. Opiniões, provocações filmes, músicas, vídeos, enfim...

Posts

Usina21 - Jovens Idéias e Transformação Social
Instituto Agente

Por que se descontrola Marta Suplicy?

Enviador por Carlos Bezerra Jr. em 20/10/2008 as 19:39
A vinheta da campanha de Marta Suplicy que pergunta se o candidato Gilberto Kassab é casado ou tem filhos entrará para os anais do marketing político como um exemplo de descontrole. A equipe de Marta (e a própria) perdeu o eixo, a exemplo do que aconteceu há um tempo com um certo senador.

É inadmissível para uma mulher que sempre reclamou de preconceito por ser mulher, por ser sexóloga e por ter se separado do marido publicamente agir de forma tão preconceituosa. É um golpe contra a coerência dela mesma.

Apenas o descontrole pode explicar tamanha desfaçatez. Marta admite inclusive não ter controle sobre a própria equipe, dizendo ser a malfadada vinheta obra do seu marqueteiro, João Saldanha. No debate da TV Bandeirantes, no qual Kassab me citou como autor do Programa Mãe Paulistana para corrigir uma afirmação da ex-prefeita, ela já exibia sinais desse mesmo descontrole.

Logo após, ela chegou a dizer que uma empresa, quando contrata um funcionário, pergunta se ele é casado ou se tem filhos. Sim, algumas pedem até exame de HIV para saber se o candidato é soropositivo pedem até exame de HIV para saber se o candidato é soropositivo e de urina para constatar se a candidata está grávida. Ela só se esqueceu de dizer que isso é ilegal e que um candidato não pode ser colocado em segundo por ser solteiro e não ter filhos, ou o contrário, mas tão-somente por sua capacidade técnica.

Por que Marta perdeu o controle? Eu me faço esta pergunta. Afinal, perder e ganhar eleições faz parte da atividade política, e ela sabe muito bem disso. A explicação para o destempero, para mim, reside na raiz da rejeição à ex-prefeita: a arrogância. Os paulistanos que a rejeitam citam esse traço da sua personalidade como preponderante.

Ao apelar, Marta mostra que é, para si, inadmissível perder para Kassab, um político inferior em sua opinião. “São Paulo quer mais”, diz o marqueteiro petista. Uma Smith de Vasconcelos perder para um homem “sem história”, como ela mesmo diz, é um golpe muito duro para alguém que se arvora no direito de gritar contra jornalistas que a questionam, como o fez contra Chico Pinheiro da TV Globo. E quanto mais ela esperneia, mais aumenta a rejeição a ela, porque é nesses “pitis” que ela revela o perfil mais rejeitado pelos moradores de São Paulo. A cidade do trabalho quer o batalhador incansável chamado Kassab e não uma madame de família quatrocentona que estudou no “Des Oiseaux”.

Volta, Marta. Volta para casa.

Comentários

Nem vou operder meu tmepo falando de marta Suplicy

Enviado por  rood em 5/2/2009às 23:42


Adicionar Comentário

(*)campos obrigatórios
Autor (*) :
E-mail :
  Negrito Italico Traço
Comentário (*) :

html code

ubb code

  Confirme o código de segurança abaixo:
This Is CAPTCHA Image
 


Li e Gostei

Jesus quer salvar os cristãos
O livro de Rob Bell é uma provocação com endereço certo: a “igreja” preocupada apenas com si própria, com seu crescimento, com mais poder e mais dinheiro. Essa igreja alheia e insensível à realidade que a cerca é confrontada no texto de fácil leitura de Bell. O autor expõe o paradoxo entre a denominação que ergueu um prédio de U$ 20 milhões e o contexto de sua região, onde 1 em cada 5 pessoas vive abaixo da linha de pobreza. O livro traz críticas duras a grupos cristãos dos Estados Unidos e fala da urgência do retorno ao Evangelho e seu compromisso com justiça social. Ainda bem que aqui no Brasil nossas igrejas são “bem diferentes”, né? Ed. Vida – 208 pg.
Os Homens que não amavam as mulheres
do jornalista sueco Stieg Larsson. Boa indicação do Denis Mizne, coordenador do Instituto Sou da Paz, a partir da campanha despretensiosa que promovi no Twitter® (#troqueoBBBporumlivro). Mania na Europa e nos EUA, o livro faz parte da Trilogia Milleniun (mas pode ser comprado separado) e traz uma trama misteriosa que envolve grandes corporações financeiras, denúncias, jornalismo investigativo, desaparecimento de pessoas e muito suspense, que, particularmente, está me deixando magnetizado. Larsson (1954-2004) foi fundador e editor-chefe da revista sueca Expo, que denuncia grupos neofascistas e racistas. Era especialista na identificação da atuação das organizações de extrema direita em seu país. Ed. Cia. Das Letras – 528 pg.

Up/Down

Bíblias em Braille nas bibliotecas de SP
Plano Nacional
de Banda Larga

Vi outro dia

Alice no País das Maravilhas
Fui assistir com minhas duas filhas ao novo filme de Tim Burton,baseado no clássico de Lewis Carroll. Nele, a história se passa nove anos depois da original: a protagonista (Mia Easkowska) já tem 19 anos quando segue o coelho branco e visita novamente o estranho lugar onde já estivera no passado, mas do qual não se lembrava mais. No longa, o encontro dos dois universos, o de Burton e o de Carroll, oferece uma mistura fantástica.A Wonderland do diretor estadunidense é sombria e tem alguns seres aparentemente seres bizarros, mas que, pouco a pouco, se humanizam.
Preciosa
O longa conta a história de Claireece “Precious” Jones, uma garota norte-americana, negra, de dezesseis anos. A vida de Claireece é uma seqüência de desventuras. Da violência sexual que sofreu, praticada por seu pai, aos abusos cometidos por sua mãe, a protagonista cresce em uma vida desprovida de amor. Preciosa tem um filho, portador de Síndrome de Down, e, quando engravida pela segunda vez, é enviada a uma escola alternativa. É a partir desse novo lugar que consegue reelaborar e resignificar um tanto de traumas e sua própria vida. Para mim, o filme lança um olhar especial sobre os excluídos, sobre aqueles que não conseguem competir numa sociedade tão implacável a ponto de violentar suas crianças. O longa dirigido por Lee Daniels é extremamente sensível e tocante - diz muito sobre persistência e determinação.

© 2007 - Carlos Bezerra Jr - Todos os direitos reservados | Clique aqui para acessar o site oficial