É sempre assim, quem organiza o Usina, que passa um tempão cuidando do evento, tem muito mais olhos pras qualidades do que pros eventuais “probleminhas”, digamos assim, que o evento possa ter. É meio aquela coisa da mãe falando do filho caçula, sabe? Enfim, pra apresentar o evento e não corrermos o risco de exagerar nos elogios, chamamos três usineiros sortidos, que vão responder algumas perguntas sobre o encontro, falando o que vier à cabeça.
André Belo, 23, é líder regional de jovens da igreja O Brasil Para Cristo de Ferraz de Vasconcelos. Trabalha em banco, é formado em gestão de marketing e faz pós em liderança corporativa. Esse vai ser seu segundo Usina. Camila de Rezende é ongueira. Ela é voluntária da ong Makanudos de Javé. Apesar de complicado, o nome é lembrado rapidinho por um tanto de crianças das escolas municipais que ouvem as palestras de prevenção ao abuso sexual ministradas pela organização cristã. Camila tem 20 anos, estuda publicidade e é usiniera de primeira viagem. Já Flávio Pinheiro é usineiro veterano: participou de todas as edições, desde 2002. Ele tem 28 anos, é professor de história e filosofia de rede pública estadual de ensino e vem da Presbiteriana do Brasil. São eles que respondem à entrevista abaixo.
Usina, pra você, é…
ANDRÉ – Uma chance de explorar aquilo que eu não havia explorado. É uma oportunidade pra enxergar que a Igreja “corpo” precisa estar fora da igreja “templo”.
CAMILA – Um lugar onde jovens cristãos podem saber o que está acontecendo na sociedade, e perceber como se organizar e que atitude tomar para transformar a sociedade em que a gente vive.
FLÁVIO – O espaço da diversidade evangélica de São Paulo.
Como conheceu o evento?
ANDRÉ – O líder de jovens de minha igreja foi convidado pra edição do ano passado, mas não pôde ir. Eu e mais um amigo fomos para representá-lo e acabamos nos identificando muito com a proposta.
CAMILA – Já tinha ouvido na faculdade, mas conheci melhor o encontro no contato com o gabinete do vereador Carlos Bezerra Jr.
FLÁVIO – Foi um amigo do trabalho que me falou do evento. O curioso, é que, no fim, eu acabei indo e ele não.
Qual a principal qualidade do evento?
ANDRÉ – No Usina, a gente dá de cara com algumas realidades que fingimos que não existem na igreja.
CAMILA – A diversidade de temas. Tem assuntos pra todos os gostos e opções.
FLÁVIO – Ele estimula nossa formação crítica, o que só é possível quando temos acesso a novos e diferentes conhecimentos.
E um defeito?
ANDRÉ – Acho que poderíamos melhorar a nossa política com os voluntários, pra que ninguém se sinta preterido ou mal aproveitado.
CAMILA – Acho que poderia ser mais divulgado.
FLÁVIO – Já que a gente estimula a diversidade, o underground e tal, acho que a gente tem que abrir espaço também aos tradicionalistas.
O que espera da próxima edição?
ANDRÉ – Que seja muito mais abrangente, envolvendo classes diferentes, lugares diferentes, e que possa trazer impacto pra uma geração que assiste a tudo meio que anestesiada. Espero que esse Usina tire muita gente do lugar.
CAMILA – Novos temas, com diferentes visões e que seja um evento “de jovem pra jovem”.
FLÁVIO – Que seja exatamente como as outras, mas que alcance mais gente ainda.***
PS: Quem quiser aproveitar o espaço dos comentários para responder a essas perguntas, à vontade.















Parabéns pela nova proposta do site! Melhorou 200%!!!! Abraços a todos e todas…
Usina pra mim é um novo conceito de se “fazer’ Igreja (sal e luz)!
Ouvi falar do evento no Encontrão Nacional de Jovens da Comunidade da Graça.
A principal qualidade é a “noção de mundo” que o evento traz pros jovens cristãos.
O defeito é a pouca divulgação.
Espero que traga mais humanidade e crescimento pra todos que participarem! =)
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Sou da Igreja Batista, moro em São Bernardo do Campo, e já me sinto comprometida com a divulgação do evento. Que o nome do Senhor continue sendo louvado… e nós possamos cumprir a nossa missão, alcançar o propósito das nossas vidas e marcar a nossa geração! ^^
Deus nos abençoe sempre!
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